A NBA pede entre US$ 7 bilhões e US$ 10 bilhões por cada franquia nova, e Las Vegas deve ficar na ponta alta dessa faixa, perto de US$ 9 bilhões. Os grupos interessados na cidade têm uma segunda entrega, mais detalhada, marcada para setembro. Seattle segue no processo, mas atrás.
- O processo começou em março de 2026, quando os donos votaram por explorar as duas cidades.
- A liga usa a PJT Partners para receber os planos, com investidores, sociedade e preço proposto.
- Os times novos devem estrear em 2028-29, 24 anos depois da última expansão da liga.
- Seattle está sem time desde 2008, quando o Sonics se mudou e virou o Thunder.
- O conselho de governadores se reúne em 15 e 16 de setembro para tratar do assunto.
O preço de entrar do zero
Vale comparar o que a liga pede por uma franquia que ainda não existe com o que os compradores pagaram, nos últimos dois anos, por times já montados, com elenco, arena e torcida no lugar.
| Operação | Valor, em US$ bilhões |
|---|---|
Lakers venda para Iger e Kushner, 2026 | 12,5 recorde do esporte americano |
Las Vegas taxa de expansão projetada | 9,0 time que ainda não existe |
Celtics venda para o grupo de Bill Chisholm | 6,3 18 títulos no currículo |
Timberwolves venda para Marc Stad, 2026 | 4,5 4ª maior avaliação da liga |
Entrar em Las Vegas do zero custa mais que comprar o Celtics inteiro e o dobro do que custou o Timberwolves em julho. Só a venda do Lakers, a maior da história do esporte americano, ficou acima da conta que a liga pede por um time sem um jogador sequer no elenco.
O prazo que aperta só um lado
A diferença de calendário entre as duas cidades diz muita coisa. Las Vegas tem uma segunda rodada de entregas em setembro, com nível de detalhe maior. Seattle tem um prazo só. A leitura no mercado é que a liga quer fechar o dono de Las Vegas primeiro e só depois virar a atenção para o outro lado do país. O comissário, porém, nunca prometeu que a conta vai fechar.
Existe absolutamente a chance de a expansão não acontecer. Também é possível que a gente expanda para um mercado só.
Quem está na fila por Las Vegas
Três frentes aparecem com força na cidade, e nenhuma delas é consenso entre as fontes ouvidas pelo mercado.
- Nancy Walton Laurie e Bill Laurie: a herdeira do Walmart e o marido são citados como favoritos, ainda que a preferência esteja longe de unânime.
- Bill Foley: dono do Golden Knights, da NHL, é quem já provou que Las Vegas sustenta uma franquia de liga grande.
- O grupo de Jerry Colangelo: reúne o ex-dirigente com Vinny Del Negro, ex-técnico do Clippers, e David Levy, ex-presidente da Turner. O grupo afirma poder levantar até US$ 13 bilhões para bancar o time e uma arena nova.
Seattle tem um nome só
Do outro lado, a única candidata pública é Samantha Holloway, dona do Kraken, da NHL, embora Silver tenha afirmado que outros grupos manifestaram interesse. A taxa por Seattle deve ficar bem abaixo da de Las Vegas, o que faz sentido pelo tamanho do mercado, mas cria um problema político: a cidade que perdeu o Sonics em 2008 vira a segunda da fila outra vez.
O detalhe que ninguém deveria ignorar é que a decisão prometida para 2026 pode ser um "não". A liga montou um processo caro, com banco de investimento e prazos, sem se comprometer a entregar um único time no fim. Para quem espera em Seattle há 18 anos, é a pior frase possível vinda de quem manda.



