Russell Westbrook anunciou a aposentadoria em 12 de agosto de 2026, o que o torna elegível para ter a camisa 0 pendurada no teto do Thunder. O time só fez isso uma vez em dezoito anos em Oklahoma City, e o precedente diz quanto tempo leva: dez meses.
- Nick Collison parou de jogar em maio de 2018 e teve a camisa 4 aposentada em março de 2019.
- É o único número que o Thunder aposentou desde que chegou a Oklahoma City.
- Westbrook jogou 11 temporadas ali e fez 138 triple-doubles pela franquia.
- Seis das sete camisas no teto foram aposentadas na era Seattle.
- Por contrato, essas seis voltam para Seattle se a cidade ganhar um time.
O precedente que o Thunder criou
Nick Collison anunciou a aposentadoria em maio de 2018. O clube comunicou a homenagem em janeiro do ano seguinte e fez a cerimônia em 20 de março de 2019, num jogo contra o Raptors. Do fim da carreira até a camisa subir ao teto passaram dez meses.
Aplicando o mesmo intervalo a Westbrook, que parou em agosto de 2026, a cerimônia cairia por volta de junho de 2027, no fim da temporada 2026-27 ou logo depois dela. Não há nada anunciado, e o próprio Collison esperou o clube decidir sozinho.
Por que só existe uma camisa aposentada em Oklahoma City
Porque quase ninguém da era Oklahoma City parou de jogar. Kevin Durant segue em atividade, James Harden também, Paul George também, e Shai Gilgeous-Alexander está no auge. Franquia nenhuma aposenta a camisa de quem ainda está em quadra.
Collison foi o único caso que juntou as duas condições até agora: carreira inteira na mesma organização, de Seattle a Oklahoma City, e aposentadoria consumada. Ganhou o apelido de senhor Thunder e a camisa subiu por lealdade e continuidade, não por estatística. Westbrook é o segundo a preencher os dois requisitos, e o primeiro a preenchê-los sendo MVP.
As sete camisas fora de circulação
| Número | Jogador | Era |
|---|---|---|
| 1 | Gus Williams | Seattle |
| 4 | Nick Collison | Oklahoma City |
| 10 | Nate McMillan | Seattle |
| 19 | Lenny Wilkens | Seattle |
| 24 | Spencer Haywood | Seattle |
| 32 | Fred Brown | Seattle |
| 43 | Jack Sikma | Seattle |
A diferença tem explicação simples: Seattle existiu por 41 anos e teve tempo de ver seus ídolos pararem. Oklahoma City tem dezoito e está começando essa conta agora.
O que Westbrook fez ali
Escolhido na quarta posição do Draft de 2008, ficou 11 temporadas. O pico foi 2016-17, no ano seguinte à saída de Durant, quando ninguém dava nada para aquele time: 31,6 pontos, 10,7 rebotes e 10,4 assistências por jogo, média de triple-double numa temporada inteira, coisa que não acontecia desde Oscar Robertson em 1962.
Levou o Thunder a 47 vitórias e ganhou o MVP. No dia 9 de abril de 2017, contra o Nuggets, fez 50 pontos, registrou o 42º triple-double da temporada, passando o recorde de Robertson, e acertou a cesta da vitória no estouro do relógio.
São 138 triple-doubles pela franquia, recorde do clube, e boa parte dos 209 que o deixaram como recordista histórico da NBA.
A soma das onze temporadas dá exatamente 138. E a curva mostra o que a média esconde: nas seis primeiras temporadas ele fez oito triple-doubles somados, e nas cinco últimas fez 130.
A cláusula que complica o teto
Há um detalhe jurídico que quase ninguém lembra. No acordo que permitiu a mudança em 2008, o Thunder ficou com os recordes, os troféus, as camisas aposentadas e a faixa de campeão de 1979 da era Seattle, com uma condição: devolve tudo se a cidade voltar a ter uma franquia da NBA.
Ou seja, seis das sete camisas penduradas lá são emprestadas. Se Seattle recuperar um time, o teto de Oklahoma City fica com uma só, a do Collison. É outra razão para a homenagem a Westbrook interessar ao clube: ela é definitivamente dele.
A fila que começa agora
Westbrook abre a temporada de candidatos da era Oklahoma City. Depois dele vêm Durant, Harden, Paul George e, mais adiante, Shai Gilgeous-Alexander, e nenhum entra na conversa antes de parar de jogar.
Nesse grupo, a posição de Westbrook é a mais simples de defender. É o recordista histórico de triple-doubles, foi MVP vestindo aquela camisa e passou 11 das 18 temporadas da franquia ali. Se o Thunder repetir o próprio calendário, a camisa 0 sobe ao teto em 2027.



