O Timberwolves apostou no jogador que o Warriors desistiu
Kuminga recusou até US$ 48 milhões do Warriors e assinou por 13 com o Wolves. O que Minnesota comprou, e o que ele precisa deixar de fazer.
O Timberwolves assinou Jonathan Kuminga por dois anos e US$ 13 milhões, com opção do jogador. É o mesmo Kuminga que recusou uma proposta de até US$ 48 milhões garantidos do Warriors, apostando que os pontos dele valeriam mais na agência livre. A aposta saiu cara.
- Ele ganhou US$ 23 milhões na temporada passada e vai receber US$ 6,5 milhões nesta.
- Deve começar como ala-pivô ao lado de Edwards, LaMelo Ball, Gobert e Jaden McDaniels.
- Nos 12 jogos de playoffs, o Minnesota fez 107,4 pontos por 100 posses, o pior número da liga.
- Kuminga tem 73% de aproveitamento verdadeiro de carreira em cortes, e faz só 1,6 por jogo.
- Ele faz 24 anos em outubro e entra na sexta temporada.
A conta da aposta que deu errado
O impasse contratual dele com o Golden State foi público. Ele quis opção do jogador, controle sobre o próprio futuro e a crença de que a pontuação pagaria depois. O caminho do salário conta o resto.
| Momento | Em milhões de dólares |
|---|---|
Oferta do Warriors garantidos, recusados | 48,0 o que ele podia ter |
Temporada passada no Golden State | 23,0 o que recebeu |
Esta temporada no Timberwolves | 6,5 o que vai receber |
De 48 para 6,5 em duas temporadas. É cedo para fechar a narrativa, e o contrato novo tem opção do jogador, que era exatamente o que ele queria desde o começo. Mas a distância entre a primeira barra e a última é a aposta inteira num gráfico só.
O que o Minnesota comprou
Dinheiro o Wolves não deu. Oportunidade, sim. Kuminga entra como titular na quatro, num quinteto com Anthony Edwards, LaMelo Ball, Rudy Gobert e Jaden McDaniels. É a última peça da reforma de verão de Tim Connelly para tentar acompanhar Spurs e Thunder no Oeste.
E era peça necessária: o Minnesota venceu a série contra o Denver, mas anotou 107,4 pontos por 100 posses nos 12 jogos de playoffs, número que seria o último da liga na temporada regular. Julius Randle não resolvia, Donte DiVincenzo perde a temporada por causa do tendão de Aquiles, e mais Naz Reid não muda o patamar.
Onde ele é bom de verdade
Kuminga é ótimo em coisas que o Wolves precisa. Em cortes para a cesta, tem 73% de aproveitamento verdadeiro na carreira. Em transição, 66,8%. E rebote é onde ele brilha: percentil 94 no defensivo e 90 em pegar o erro dos companheiros no ataque.
O problema é volume. São 1,6 cortes por jogo, o que é pouco demais para o talento. É aí que LaMelo Ball entra: passador de visão ampla e de bola lançada à frente é exatamente quem transforma corte raro em corte frequente.
E onde ele atrapalha
O Wolves precisa de espaçamento ao lado de um Gobert que não arremessa. Kuminga tentou 6,1 bolas de três por 100 posses no ano passado e acertou 33%. É pouco e é impreciso ao mesmo tempo.
Isso joga a conta para Edwards e Ball, que vão precisar arremessar de longe com a bola na mão para o time gerar volume suficiente de três. Curioso: o RAPM coloca Kuminga em -1 no ataque e +1 na defesa. O melhor dele, hoje, não é o que ele acha que é.
Fique por dentro
O Hoop78 acompanhou a saída dele do Warriors e o efeito nos Lakers, e o Minnesota mexeu no elenco para caber o salário dele. Agora a história fecha o círculo. Ele faz 24 anos em outubro, entra na sexta temporada, e o que decide o próximo contrato não é quantos pontos ele faz sozinho. É quanto ele aceita fazer menos.








