Brasileiros no media day: a hora de Gui Santos e Splitter
Gui Santos e Tiago Splitter falam no media day de segunda, 28/09, às 13h de Brasília, e Tristan da Silva às 12h. Veja onde e o que perguntar.
Os dois brasileiros da NBA falam na mesma hora: Gui Santos, ala do Warriors, e Tiago Splitter, técnico do Bulls, abrem a temporada diante da imprensa na segunda-feira, 28 de setembro, às 13h de Brasília. Uma hora antes, em Orlando, é a vez de Tristan da Silva, filho de brasileiro que joga pelo Magic.
- O Warriors viaja depois do media day para o training camp na BYU-Hawaii, de 29/09 a 03/10.
- Aos 41 anos, o novo técnico de Chicago é o 25º da história da franquia.
- Gui Santos fez 15,5 pontos por jogo nos 31 jogos depois da extensão de fevereiro.
- Tristan da Silva teve a opção de US$ 3,99 milhões exercida pelo Magic.
Os horários de Gui Santos, Splitter e Tristan da Silva no media day
São três endereços diferentes em dois fusos, e a conta de Brasília junta tudo no começo da tarde de segunda.
| Quem fala | Brasília |
|---|---|
Tristan da Silva ala do Magic, filho de brasileiro | 12h AdventHealth Training Center, Orlando |
Gui Santos ala do Warriors | 13h Chase Center, San Francisco |
Tiago Splitter técnico do Bulls | 13h Chicago |
A NBA marcou Warriors e Bulls para o meio-dia da Costa Leste, as 13h daqui, e o Magic para as 11h de lá, o que dá 12h em Brasília. Gui Santos e Splitter dividem o horário com Nuggets, Grizzlies, Bucks e Blazers, e quem quiser acompanhar os dois vai depender dos vídeos publicados depois. Os horários do resto da liga estão na grade completa do media day.
Onde ver as entrevistas dos brasileiros
Nenhum dos três times anunciou transmissão até sexta-feira. O histórico, porém, ajuda. No media day de 2025, o Warriors publicou a entrevista de Gui Santos no próprio canal do YouTube na manhã do evento, em 29 de setembro, e o Bulls subiu as coletivas dos jogadores no mesmo dia. Em 2023, o Bulls chegou a transmitir as coletivas ao vivo. O caminho mais seguro é o canal oficial de cada time no YouTube e o site do time dentro do NBA.com.
Gui Santos chega ao media day como titular provável do Warriors
A situação dele mudou em oito meses. Jimmy Butler rompeu o ligamento cruzado do joelho em 19 de janeiro e só deve voltar por volta de janeiro de 2027, e Moses Moody rompeu o tendão patelar em março. Com os dois fora do começo da temporada, Gui Santos vira o principal ala da rotação, dividindo a posição com o novato Yaxel Lendeborg.
Ele chegou até aqui depois de assinar extensão de três anos e cerca de US$ 15 milhões em 28 de fevereiro, e de fazer 31 pontos contra o Nets em março, recorde da carreira. Na mesma época, à ClutchPoints, explicou como encara a rotina.
Eu gosto de repetir isso. Não lembro quem me disse uma vez, mas alguém me falou que o pior dia na NBA é o melhor dia em qualquer outro lugar. Então, para mim, só de estar aqui, mesmo que seja um dia ruim, eu sempre vou estar com um sorriso no rosto e pronto para mais um dia.
Na coletiva de 27 de fevereiro, com a extensão acertada, ele já tinha resumido a trajetória em uma palavra: “A palavra-chave para isso é paciência. Porque quando cheguei aqui, eu era armador jogando no Brasil… e passei o ano inteiro na G League só aprendendo a me encaixar no sistema daqui.”
O que vale perguntar a ele na segunda: se Steve Kerr já disse que ele começa como titular, quantos minutos ele espera jogar ao lado de Stephen Curry, e o que mudou no corpo e no arremesso de três durante as férias. A primeira resposta em quadra vem cedo, em 4 de outubro, contra o Clippers, em Honolulu.
Splitter faz o primeiro media day como técnico efetivo de um time
Splitter não é estreante no banco. Ele comandou o Blazers como interino em quase toda a temporada 2025-26, levou Portland a 42 vitórias e aos playoffs e virou o primeiro técnico nascido no Brasil na história da liga. Mas quem abriu aquele training camp foi Chauncey Billups: este é o primeiro que Splitter conduz do começo, e o primeiro como técnico contratado para o cargo.
Na apresentação no Bulls, em 17 de junho, ele falou como quem sabe que herdou uma reconstrução: “Queremos criar uma cultura de padrões altos, bons hábitos. Todo dia, melhorar, crescer. Vai dar muito trabalho, vai levar algum tempo.” Sobre o estilo de jogo, deixou a porta aberta: “Você tem que adaptar o seu sistema aos jogadores que tem. Isso vale para todo time, é igual. Sim, eu tenho uma visão. Tenho um jeito de jogar que eu quero. Mas também é preciso explorar o que eles fazem de melhor, e é isso que vamos fazer aqui.”
O time que ele recebe tem Josh Giddey, Norman Powell, Matas Buzelis, Caleb Wilson e Nic Claxton no quinteto provável, e uma comissão nova, com Taj Gibson recém-aposentado como assistente. As perguntas óbvias para segunda: quanto tempo de quadra o calouro Caleb Wilson terá, como está o tornozelo de Giddey e qual é a meta de um time que não vai aos playoffs desde 2021-22.
Tristan da Silva fala antes, pelo Magic, com passaporte alemão
Tristan nasceu em Munique, é filho do brasileiro Marcelo da Silva e defende a seleção da Alemanha. Na temporada passada fez 9,9 pontos em 77 jogos, 34 deles como titular. Para ele, a pergunta que interessa é quanto espaço sobra na rotação do Magic no terceiro ano de liga, depois de o time exercer a opção do contrato.
Às 12h fala Tristan, e às 13h Gui Santos e Splitter entram ao mesmo tempo, cada um de um lado dos Estados Unidos. No dia seguinte o Bulls já treina em Chicago e o Warriors, no Havaí.
Horários conferidos na grade oficial do NBA.com e nos anúncios de Warriors e Magic. Falas de Gui Santos na ClutchPoints, de 21 de março de 2026, e no Golden State of Mind, de 28 de fevereiro de 2026; de Splitter, na transcrição da coletiva de 17 de junho de 2026 publicada pelo Bulls On SI.








