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Tiago Splitter ganha Taj Gibson como assistente no Bulls

Taj Gibson se aposentou após 17 temporadas e volta ao Bulls como assistente de Tiago Splitter. Ele diz que chega para fazer o trabalho sujo.

25 de setembro de 2026 4 min de leitura
Tiago Splitter ganha Taj Gibson como assistente no Bulls
Foto: Getty Images via NBA
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Taj Gibson se aposentou em 14 de setembro, depois de 17 temporadas na NBA, e no mesmo dia virou assistente técnico do Bulls, o time que o escolheu no draft de 2009. Ele entra na primeira comissão de Tiago Splitter, contratado em junho, e chega ao banco como o veterano que conhece aquele vestiário por dentro.

Direto ao ponto
  • Foram 1.012 jogos na carreira, com média de 8,3 pontos e 5,7 rebotes.
  • Pelo Bulls, fez 562 jogos, com 9,4 pontos, 6,4 rebotes e 1,2 toco.
  • Em 2013-14 ficou em segundo na votação de Sexto Homem do Ano, com 13,0 pontos.
  • O último time foi o Grizzlies, com 10 jogos em 2025-26.
  • Derrick Rose, Joakim Noah e outras lendas do Bulls gravaram homenagem em vídeo para ele.

O que Taj Gibson escreveu ao anunciar a aposentadoria

O anúncio saiu em uma carta nas redes sociais, horas antes de o Bulls confirmar a comissão técnica inteira. O texto começa pela emoção e termina no tipo de jogador que ele tentou ser.

Eu queria ser o cara com quem os companheiros podiam contar, alguém que trazia dureza, energia, liderança e coração toda vez que pisava na quadra.

Taj Gibson, na carta de aposentadoria

“Hoje é um dia muito emocional para mim. Depois de 17 temporadas na NBA, posso dizer com honestidade que dei a esse jogo tudo o que eu tinha”, escreveu. Em outro trecho, reproduzido pela NBA.com, ele fechou a conta: “É o começo de um novo capítulo. Depois de 31 anos de basquete, posso ir embora sem arrependimentos, sabendo que deixei tudo em quadra.”

Por que Gibson quis ser técnico e o que ele promete a Splitter

A mudança não caiu do céu. Segundo a ESPN, a ideia de ele entrar na comissão surgiu em julho, quando passou um tempo com o Bulls na Summer League de Las Vegas. Três dias depois do anúncio, ele explicou a decisão no podcast By The Horns, da Chicago Sports Network.

“Eu sempre tive aquela vontade de ser técnico um dia”, disse. Por cinco verões, ele treinou equipes no camp Top 100 do sindicato dos jogadores, para atletas do ensino médio, justamente para chegar pronto. Sobre o papel no banco, foi direto: “Estou disposto a fazer todo o trabalho sujo. Estou aqui para ajudar e para melhorar como técnico.” E se colocou no lugar de calouro: “Ainda falta muito.”

Caleb Wilson e Matas Buzelis jogam na posição que era de Gibson

O trabalho mais concreto dele deve estar no garrafão, onde o time aposta em dois jovens que jogam na função que foi dele por 17 anos.

O calouro Caleb Wilson e Matas Buzelis estão no quinteto titular que Splitter deve usar em 2026-27. Perguntado sobre o que esperar dos dois, Gibson pediu o básico antes do resto: “Deixa eles irem lá e jogarem duro. Quando a gente ajustar um pouco e eles comprarem a ideia de verdade, vai ser algo especial de ver.”

Os oito times de Gibson em 17 temporadas de NBA

A trajetória depois de Chicago foi longa e espalhada, e ajuda a entender por que ele chega ao banco conhecendo tantos vestiários.

TimeJogos
Bulls
2009-10 a 2016-17
562
jogos
 
Knicks
duas passagens, 2019 a 2024
175
jogos
 
Timberwolves
2017-18 e 2018-19
152
jogos
 
Wizards
2022-23
49
jogos
 
Hornets
2024-25
37
jogos
 
Thunder
2016-17, depois da troca
23
jogos
 
Grizzlies
2025-26
10
jogos
 
Pistons
2023-24
4
jogos
 

O Bulls tem 562 dos 1.012 jogos da carreira, mais que os outros sete times somados. Depois da troca para o Thunder em 2017, os 175 jogos pelo Knicks e os 152 pelo Timberwolves foram os períodos mais longos. A despedida foram os 10 jogos pelo Grizzlies em 2025-26, e o Pelicans, que o recebeu em uma troca neste mês, o dispensou sem que ele entrasse em quadra.

Tom Thibodeau foi um dos primeiros a ligar para o novo assistente

Gibson jogou para Thibodeau no Bulls, no Timberwolves e no Knicks, e é dele a principal referência de técnico que o novo assistente carrega. Quando o convite de Chicago saiu, o ex-técnico foi um dos primeiros a telefonar. “Achei que a conversa ia durar uns 10 minutos, uns 30 minutos. Foi quase uma hora, duas horas”, contou Gibson, dizendo que ouviu uma lista de coisas a fazer e a evitar.

Do lado dos ex-companheiros, a recepção veio em vídeo do próprio Bulls. “Um cara genuíno. Alguém a quem eu sempre podia perguntar alguma coisa durante o jogo”, disse Derrick Rose. “… E alguém que é vencedor de coração.”

Quem mais está na comissão técnica de Tiago Splitter

Splitter, campeão da NBA pelo Spurs em 2014 e um dos três brasileiros com anel, montou uma comissão com gente de fora e poucos remanescentes. Wes Unseld Jr. é o único assistente que fica da comissão anterior. Chegam Blake Ahearn, que vem do Grizzlies, Jordan Brink, do Knicks, Rex Kalamian, do Bucks, Jamelle McMillan, do Pistons, e Jonah Herscu, que dirigia o Rip City Remix, time da G League ligado ao Blazers, onde Splitter trabalhou antes de ir para Chicago.

Dos sete assistentes, Gibson é o único sem experiência anterior como técnico. Ele começa o trabalho no training camp com 1.012 jogos de NBA no currículo, 562 deles pelo time que agora ajuda a treinar.

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