O Hall da Fama do basquete recebeu oito nomes em 16 de agosto, no Symphony Hall de Springfield. Entre eles, dois do mesmo time: Mike D'Antoni e Amar'e Stoudemire, do Suns que mudou como a NBA joga e nunca chegou às Finais.
- Candace Parker entra com dois prêmios de MVP e três títulos da WNBA.
- Doc Rivers tem 1.194 vitórias, a sexta maior marca da história.
- Joey Crawford apitou 2.561 jogos de temporada regular e 374 de playoffs.
- Amar'e foi o primeiro Novato do Ano a sair direto do ensino médio.
- Elena Delle Donne tem o melhor aproveitamento de lance livre da história, 93,7%.
Os oito da classe de 2026
| Nome | Função | Credencial |
|---|---|---|
| Candace Parker | jogadora | 7 vezes All-Star, MVP em 2008 e 2013, três títulos |
| Elena Delle Donne | jogadora | 7 vezes All-Star, MVP em 2015 e 2019, 93,7% nos lances livres |
| Chamique Holdsclaw | jogadora | 6 vezes All-Star, Novata do Ano em 1999, cestinha da liga |
| Amar'e Stoudemire | jogador | 6 vezes All-Star, Novato do Ano em 2003, 5 vezes All-NBA |
| Doc Rivers | técnico | 1.194 vitórias, campeão em 2008, Técnico do Ano em 2000 |
| Mark Few | técnico | 773 vitórias na universidade, 28 anos em Gonzaga |
| Mike D'Antoni | técnico | 672 vitórias, Técnico do Ano em 2005 e 2017 |
| Joey Crawford | árbitro | 2.561 jogos de temporada regular, 374 de playoffs |
D'Antoni e o Suns que a NBA copiou
Em 2004-05, o Suns contratou Steve Nash e ganhou 33 jogos mais que na temporada anterior, fechando em 62 vitórias e 20 derrotas. D'Antoni foi Técnico do Ano, Nash foi MVP e Amar'e fez 26 pontos por jogo. A ordem era simples e estava no apelido: arremessar nos primeiros segundos dos 24, antes da defesa se armar.
Aquele time nunca chegou às Finais. Perdeu duas decisões de conferência e virou o exemplo favorito de quem argumenta que ritmo alto não ganha título. Vinte anos depois, a liga inteira joga assim.
D'Antoni soma 672 vitórias e dois prêmios de Técnico do Ano, o segundo em 2017, com o Rockets. Nenhum anel. É o caso mais claro de alguém que entrou no Hall da Fama pelo que inventou, não pelo que levantou.
Amar'e Stoudemire, do ensino médio ao Hall
Escolhido na nona posição do Draft de 2002, direto do ensino médio, Amar'e foi Novato do Ano em 2003 e virou o primeiro jogador a ganhar o prêmio sem passar pela universidade. Foi seis vezes All-Star e cinco vezes All-NBA, com primeiro time em 2007.
No discurso, contou de onde vinha a primeira bola. "A primeira bola de basquete que eu tive foi um presente da minha mãe", disse. "Ela virou minha terapeuta."
Depois do Suns jogou no Knicks, reencontrando D'Antoni, num time que prometia mais do que entregou. A dupla entra no Hall junto, o que é justo: um não existe sem o outro.
Três dos oito vieram da WNBA
Três das quatro jogadoras induzidas vêm da WNBA, e isso é o dado mais significativo desta classe. Candace Parker foi MVP em 2008 e 2013 e campeã três vezes. Elena Delle Donne foi MVP em 2015 e 2019 e tem o melhor aproveitamento de lance livre da história do basquete profissional, 93,7%.
Chamique Holdsclaw foi Novata do Ano em 1999 e cestinha da liga, numa carreira interrompida por depressão, sobre a qual passou a falar publicamente. No discurso resumiu o caminho: "Essa jornada exigiu uma competidora, uma líder, uma companheira de equipe, uma lutadora, uma sobrevivente."
Candace Parker fechou com a imagem do círculo completo. "Voltei ao ponto de partida", disse. "Entrei como novata ao lado da Lisa Leslie e da grandeza dela."
Doc Rivers, Mark Few e Joey Crawford
Doc Rivers chega com 1.194 vitórias, sexto lugar de todos os tempos, o título de 2008 com o Celtics e o prêmio de Técnico do Ano em 2000. Mark Few entra por 773 vitórias e 28 anos em Gonzaga, transformando um programa pequeno em presença fixa no torneio universitário.
Joey Crawford é o nome que ninguém espera numa lista dessas. Apitou 2.561 jogos de temporada regular, o segundo maior número da história, e 374 de playoffs, que é o recorde. Nenhum árbitro trabalhou mais em jogo decisivo.
O que essa classe tem em comum
Quatro dos oito nunca ganharam um título da NBA: D'Antoni, Amar'e, Mark Few e Joey Crawford. Dois deles, o técnico e o ala-pivô, foram a mesma equipe.
É um recado que combina com a aposentadoria do Westbrook na semana passada, outro caso de currículo enorme sem anel. O Hall da Fama, ao contrário da conversa de bar, nunca tratou o anel como pré-requisito.



