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Hoop78

Jazz montou o elenco que queria e não tem mais desculpa

Quatro anos perdendo de propósito compraram George, Peterson, Jackson, Markkanen e Bailey. Em 2026-27 o Utah Jazz precisa mostrar direção.

6 de setembro de 2026 3 min de leitura
Jazz montou o elenco que queria e não tem mais desculpa
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O Jazz passou quatro temporadas perdendo de propósito e agora tem o elenco que queria montar. Keyonte George virou pontuador de 23,6 por jogo, Darryn Peterson chegou como escolha número 2 e Jaren Jackson Jr. custou três primeiras rodadas. A partir de outubro, não há mais desculpa.

Direto ao ponto
  • Utah não passa de 31 vitórias desde 2022-23, e somou 39 nas duas últimas temporadas juntas.
  • O time terminou em 29º ou 30º em defesa nas últimas três temporadas.
  • Ace Bailey fechou a temporada de novato no All-Rookie Second Team.
  • Jackson faz 27 anos em 15 de setembro e Markkanen já tem 29.
  • As escolhas vindas das trocas de Gobert e Mitchell estão praticamente esgotadas.

O núcleo que sobrou de quatro anos perdendo

Keyonte George, Darryn Peterson, Jaren Jackson Jr., Lauri Markkanen e Ace Bailey. Esse é o time que o Jazz comprou com quatro temporadas ruins, e ele não é mais promessa: Jackson e Markkanen estão no auge, e George entra no quarto ano.

Jackson chegou em meados de fevereiro, do Grizzlies, por três escolhas de primeira rodada e um punhado de jogadores. Peterson veio na segunda escolha do draft de junho, depois de um ano conturbado em Kansas.

O ataque promete, e os números explicam

George fez 23,6 pontos com 60,9% de aproveitamento verdadeiro, 6,1 assistências e 3,7 rebotes no terceiro ano. Peterson acertou 38,2% de 13,9 tentativas de três por 100 posses no Kansas, e George acertou 37,1% de 9,5 no mesmo recorte.

São dois armadores que passam, arremessam parados e em movimento, e jogam com e sem a bola. O encaixe ofensivo é a parte fácil.

A defesa é o buraco, e ele tem nome

O que separa o Jazz de time de playoff não é ataque. Em rating defensivo, Utah foi 29º ou 30º nas últimas três temporadas, e acabou de trocar o melhor protetor de aro que tinha.

Keyonte George em 2025-26Posição na ligaContexto
Ataque28ºEPM ofensivo +2,7 · entre 535
Geral151ºEPM total +0,3 · entre 535
Defesa530ºEPM defensivo -2,4 · entre 535

Vigésimo oitavo atacando e quingentésimo trigésimo defendendo, entre 535 avaliados. É a distância entre esses dois números que joga George de volta para o meio da tabela geral, em 151º.

Trocar o Kessler faz sentido na planilha

Walker Kessler perdeu quase toda a 2025-26 com o labrum rompido e foi trocado para o Lakers como agente livre restrito. Utah recebeu duas primeiras rodadas e dois swaps, e tirou dos livros um contrato de quatro anos e US$ 129 milhões.

A conta fecha no papel. Só que ela não responde quem protege o aro agora, num time que já era o pior da liga nisso. E o mesmo Kessler aparece na lista de quem pode explodir em 2026-27, do outro lado da troca.

Quatro bocas para alimentar

O problema seguinte é de posse. George teve 29,3% de taxa de uso, Markkanen 24,5%, Jackson 23,8% no Grizzlies e Peterson 33,5% no Kansas. Somados, esses números não cabem no mesmo time.

Todos sabem jogar sem a bola e três deles arremessam bem, então o encaixe existe. Mas alguém vai tocar menos na bola do que tocava, e é aí que reconstrução costuma trincar.

Fique por dentro

O Jazz não precisa ganhar tudo em 2026-27. Precisa mostrar direção: chegar perto do play-in, defender como time de meio de tabela e provar que quatro anos perdendo compraram algo. Se terminar com 30 vitórias de novo, a pergunta deixa de ser sobre elenco e passa a ser sobre quem montou.

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