Jazz montou o elenco que queria e não tem mais desculpa
Quatro anos perdendo de propósito compraram George, Peterson, Jackson, Markkanen e Bailey. Em 2026-27 o Utah Jazz precisa mostrar direção.
O Jazz passou quatro temporadas perdendo de propósito e agora tem o elenco que queria montar. Keyonte George virou pontuador de 23,6 por jogo, Darryn Peterson chegou como escolha número 2 e Jaren Jackson Jr. custou três primeiras rodadas. A partir de outubro, não há mais desculpa.
- Utah não passa de 31 vitórias desde 2022-23, e somou 39 nas duas últimas temporadas juntas.
- O time terminou em 29º ou 30º em defesa nas últimas três temporadas.
- Ace Bailey fechou a temporada de novato no All-Rookie Second Team.
- Jackson faz 27 anos em 15 de setembro e Markkanen já tem 29.
- As escolhas vindas das trocas de Gobert e Mitchell estão praticamente esgotadas.
O núcleo que sobrou de quatro anos perdendo
Keyonte George, Darryn Peterson, Jaren Jackson Jr., Lauri Markkanen e Ace Bailey. Esse é o time que o Jazz comprou com quatro temporadas ruins, e ele não é mais promessa: Jackson e Markkanen estão no auge, e George entra no quarto ano.
Jackson chegou em meados de fevereiro, do Grizzlies, por três escolhas de primeira rodada e um punhado de jogadores. Peterson veio na segunda escolha do draft de junho, depois de um ano conturbado em Kansas.
O ataque promete, e os números explicam
George fez 23,6 pontos com 60,9% de aproveitamento verdadeiro, 6,1 assistências e 3,7 rebotes no terceiro ano. Peterson acertou 38,2% de 13,9 tentativas de três por 100 posses no Kansas, e George acertou 37,1% de 9,5 no mesmo recorte.
São dois armadores que passam, arremessam parados e em movimento, e jogam com e sem a bola. O encaixe ofensivo é a parte fácil.
A defesa é o buraco, e ele tem nome
O que separa o Jazz de time de playoff não é ataque. Em rating defensivo, Utah foi 29º ou 30º nas últimas três temporadas, e acabou de trocar o melhor protetor de aro que tinha.
| Keyonte George em 2025-26 | Posição na liga | Contexto |
|---|---|---|
| Ataque | 28º | EPM ofensivo +2,7 · entre 535 |
| Geral | 151º | EPM total +0,3 · entre 535 |
| Defesa | 530º | EPM defensivo -2,4 · entre 535 |
Vigésimo oitavo atacando e quingentésimo trigésimo defendendo, entre 535 avaliados. É a distância entre esses dois números que joga George de volta para o meio da tabela geral, em 151º.
Trocar o Kessler faz sentido na planilha
Walker Kessler perdeu quase toda a 2025-26 com o labrum rompido e foi trocado para o Lakers como agente livre restrito. Utah recebeu duas primeiras rodadas e dois swaps, e tirou dos livros um contrato de quatro anos e US$ 129 milhões.
A conta fecha no papel. Só que ela não responde quem protege o aro agora, num time que já era o pior da liga nisso. E o mesmo Kessler aparece na lista de quem pode explodir em 2026-27, do outro lado da troca.
Quatro bocas para alimentar
O problema seguinte é de posse. George teve 29,3% de taxa de uso, Markkanen 24,5%, Jackson 23,8% no Grizzlies e Peterson 33,5% no Kansas. Somados, esses números não cabem no mesmo time.
Todos sabem jogar sem a bola e três deles arremessam bem, então o encaixe existe. Mas alguém vai tocar menos na bola do que tocava, e é aí que reconstrução costuma trincar.
Fique por dentro
O Jazz não precisa ganhar tudo em 2026-27. Precisa mostrar direção: chegar perto do play-in, defender como time de meio de tabela e provar que quatro anos perdendo compraram algo. Se terminar com 30 vitórias de novo, a pergunta deixa de ser sobre elenco e passa a ser sobre quem montou.








