Em junho, quando o Lakers tentava chegar em Trey Murphy, o cofre do time tinha as primeiras rodadas de 2031 e 2033. Elas foram gastas: as duas saíram no sign-and-trade por Walker Kessler, junto com o direito de trocar posição em 2028 e 2030. O que restou são três segundas rodadas e uma troca.
- O acerto com Kessler saiu em 1º de julho, quatro dias depois do Draft.
- Deandre Ayton exerceu opção de US$ 8,1 milhões e foi trocado para o Wizards.
- Na troca do Ayton entraram Jaden Hardy e segundas rodadas de 2031 e 2032.
- O elenco está com 16 jogadores e precisa cair para 15 até a estreia.
- Jonathan Kuminga segue como alvo, mas o preço não caberia no que sobrou.
O que o Kessler custou
O acervo do Hoop78 registrou esse enredo em duas etapas. Em novembro de 2025, quando o Kessler machucou o ombro e perdeu a temporada inteira, a conclusão foi que qualquer negociação ficava adiada para a offseason de 2026. Foi exatamente o que aconteceu.
Em junho, na tentativa por Trey Murphy, o cofre listado era: escolha 24 daquele Draft, primeiras de 2031 e 2033, e Dalton Knecht. Dois meses depois, as duas primeiras rodadas viraram um pivô.
| Negociação | Saiu | Entrou |
|---|---|---|
| Kessler (sign-and-trade com o Jazz) | 1ª rodada de 2031, 1ª rodada de 2033, direito de troca em 2028 e em 2030 | Walker Kessler |
| Ayton (troca com o Wizards) | Deandre Ayton | Jaden Hardy, 2ª rodada de 2031, 2ª rodada de 2032 |
Onde o dinheiro foi
Trocar Ayton, que tinha exercido opção de US$ 8,1 milhões, liberou espaço no teto. O Lakers usou esse espaço em três contratos.
São US$ 131,2 milhões comprometidos em três jogadores de rotação, além do novo contrato de Austin Reaves. Nenhum deles é titular indiscutível ao lado de Luka Doncic.
O que sobrou para negociar
Três segundas rodadas e um direito de troca de posição. É isso.
Segunda rodada quase nunca fecha negociação por jogador de rotação, e o Lakers já não tem primeiras para oferecer nos próximos anos, porque as duas que podia negociar foram embora e as trocas de posição de 2028 e 2030 também. Na prática, o time entra na temporada com o elenco que tem.
O aperto de 16 para 15
Existe um detalhe operacional que costuma passar batido: o elenco está com 16 nomes e o limite é 15. Alguém sai antes da estreia, seja por dispensa, seja embutido numa troca pequena.
Esse é o tipo de movimento em que o time pode tentar juntar as três segundas rodadas com um salário indesejado, como o de Jarred Vanderbilt, e transformar o problema em alguma coisa. Não é operação que muda o teto do time, é arrumação de sobra.
Os alvos que continuam na mesa
Jonathan Kuminga segue sendo o nome mais citado, e o problema é aritmético: um ala do calibre dele custa primeira rodada, e o Lakers não tem. Josh Green, do Timberwolves, aparece como alternativa mais barata.
Nos dois casos vale a mesma regra que a matéria do Trey Murphy já tinha estabelecido em junho: sem primeira rodada, o Lakers não senta na mesa das negociações grandes. A diferença é que em junho ele tinha duas e agora tem zero.
A aposta que ficou de pé
O que o Lakers fez neste verão tem uma lógica clara, e ela não é ruim: trocou capital futuro por certeza presente, num momento em que o time reorganiza o ataque em torno de Doncic sem LeBron James. Kessler resolve o garrafão por vários anos e tem 25 anos, não é peça de aluguel.
O risco também é claro. Se o elenco não funcionar, não há moeda para consertar no meio da temporada. A próxima primeira rodada que o Lakers puder negociar livremente está a muitos anos de distância, e até lá a régua é a que está em quadra.



