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O Bucks perdeu Giannis. Agora precisa vender o quê?

Com Giannis no Heat, Milwaukee entra em reconstrução e Myles Turner vira a peça mais negociável. O que ainda sobrou de valor no elenco do Bucks.

7 de setembro de 2026 3 min de leitura
O Bucks perdeu Giannis. Agora precisa vender o quê?
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O Bucks trocou Giannis Antetokounmpo por quatro jogadores e cinco escolhas em julho, e virou o time mais jovem da conferência de um dia para o outro. Sobrou um veterano fora do calendário da reconstrução: Myles Turner, 30 anos, com US$ 83,5 milhões a receber em três temporadas.

Direto ao ponto
  • Tyler Herro, Jaime Jaquez Jr., Kel’el Ware e Kasparas Jakucionis chegaram na troca.
  • Milwaukee levou a 13ª escolha de 2026 e primeiras rodadas em 2031 e 2033.
  • Bobby Portis foi para Miami junto com Giannis.
  • Ele deixou o Pacers em 2025 para assinar justamente com Milwaukee.
  • O contrato tem opção do jogador em 2028-29 e bônus de 15% em caso de troca.

O que Milwaukee recebeu

A troca não foi liquidação. O Bucks conseguiu o tipo de pacote que só sai quando o comprador precisa fechar antes de o mercado abrir.

Vieram quatro jogadores com menos de 27 anos e cinco escolhas: a 13ª de 2026, uma troca de posição em 2030, primeiras rodadas em 2031 e 2033 e uma segunda rodada em 2033. Do outro lado saíram Giannis e Bobby Portis, segundo a ESPN, e o Heat passou o resto da offseason preenchendo buracos com contratos pequenos.

Por que o Turner não encaixa no relógio

O problema dele em Milwaukee não é jogo, é data. O contrato e os ativos da reconstrução vivem em décadas diferentes, e basta pôr os dois na mesma linha do tempo para ver.

O que aconteceQuando
Turner ganha US$ 26,6 milhões
Ele completa 31 anos em março
2026-27
Último ano do contrato
Com opção do jogador, aos 33 anos
2028-29
Troca de escolha com o Heat
Milwaukee fica com a melhor das duas
2030
Chega a primeira escolha do Heat
Primeira rodada, sem proteção
2031
Chega a segunda
Mais uma de primeira e uma de segunda rodada
2033

O contrato de Turner acaba em 2029. As duas escolhas que devem sustentar o time seguinte chegam em 2031 e 2033. São dois anos de distância entre o fim do salário mais caro do elenco e o começo do que ele deveria estar ajudando a construir. Ele não atrapalha a reconstrução, mas também não participa dela.

O que ele ainda entrega

Nada disso significa que o pivô virou problema em quadra, e é por isso que Milwaukee não precisa aceitar qualquer proposta.

Turner é o tipo raro de pivô que protege o aro e abre a quadra no mesmo jogo, e times de playoffs pagam caro por isso. O que trava a negociação é o prazo: comprador de contendor prefere contrato curto, e quem topa três anos costuma ser justamente quem está reconstruindo, ou seja, alguém na mesma situação do Bucks.

O bônus que encarece tudo

Existe ainda uma linha miúda que muda a conta de quem liga para Milwaukee. O acordo de quatro anos e US$ 108,9 milhões, fechado em 2025, traz bônus de 15% em caso de troca, o que significa que qualquer negociação joga o salário dele para cima antes mesmo de o time comprador montar a proposta.

Somando o valor, o prazo e o bônus, a chance mais realista é o Bucks segurar Turner por esta temporada e reabrir a conversa perto do prazo de trocas, quando o mercado já souber quem está brigando por título. Até lá, ele é o adulto na sala de um elenco que acabou de perder o maior jogador da própria história.

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