O Bucks perdeu Giannis. Agora precisa vender o quê?
Com Giannis no Heat, Milwaukee entra em reconstrução e Myles Turner vira a peça mais negociável. O que ainda sobrou de valor no elenco do Bucks.
O Bucks trocou Giannis Antetokounmpo por quatro jogadores e cinco escolhas em julho, e virou o time mais jovem da conferência de um dia para o outro. Sobrou um veterano fora do calendário da reconstrução: Myles Turner, 30 anos, com US$ 83,5 milhões a receber em três temporadas.
- Tyler Herro, Jaime Jaquez Jr., Kel’el Ware e Kasparas Jakucionis chegaram na troca.
- Milwaukee levou a 13ª escolha de 2026 e primeiras rodadas em 2031 e 2033.
- Bobby Portis foi para Miami junto com Giannis.
- Ele deixou o Pacers em 2025 para assinar justamente com Milwaukee.
- O contrato tem opção do jogador em 2028-29 e bônus de 15% em caso de troca.
O que Milwaukee recebeu
A troca não foi liquidação. O Bucks conseguiu o tipo de pacote que só sai quando o comprador precisa fechar antes de o mercado abrir.
Vieram quatro jogadores com menos de 27 anos e cinco escolhas: a 13ª de 2026, uma troca de posição em 2030, primeiras rodadas em 2031 e 2033 e uma segunda rodada em 2033. Do outro lado saíram Giannis e Bobby Portis, segundo a ESPN, e o Heat passou o resto da offseason preenchendo buracos com contratos pequenos.
Por que o Turner não encaixa no relógio
O problema dele em Milwaukee não é jogo, é data. O contrato e os ativos da reconstrução vivem em décadas diferentes, e basta pôr os dois na mesma linha do tempo para ver.
| O que acontece | Quando |
|---|---|
Turner ganha US$ 26,6 milhões Ele completa 31 anos em março | 2026-27 |
Último ano do contrato Com opção do jogador, aos 33 anos | 2028-29 |
Troca de escolha com o Heat Milwaukee fica com a melhor das duas | 2030 |
Chega a primeira escolha do Heat Primeira rodada, sem proteção | 2031 |
Chega a segunda Mais uma de primeira e uma de segunda rodada | 2033 |
O contrato de Turner acaba em 2029. As duas escolhas que devem sustentar o time seguinte chegam em 2031 e 2033. São dois anos de distância entre o fim do salário mais caro do elenco e o começo do que ele deveria estar ajudando a construir. Ele não atrapalha a reconstrução, mas também não participa dela.
O que ele ainda entrega
Nada disso significa que o pivô virou problema em quadra, e é por isso que Milwaukee não precisa aceitar qualquer proposta.
Turner é o tipo raro de pivô que protege o aro e abre a quadra no mesmo jogo, e times de playoffs pagam caro por isso. O que trava a negociação é o prazo: comprador de contendor prefere contrato curto, e quem topa três anos costuma ser justamente quem está reconstruindo, ou seja, alguém na mesma situação do Bucks.
O bônus que encarece tudo
Existe ainda uma linha miúda que muda a conta de quem liga para Milwaukee. O acordo de quatro anos e US$ 108,9 milhões, fechado em 2025, traz bônus de 15% em caso de troca, o que significa que qualquer negociação joga o salário dele para cima antes mesmo de o time comprador montar a proposta.
Somando o valor, o prazo e o bônus, a chance mais realista é o Bucks segurar Turner por esta temporada e reabrir a conversa perto do prazo de trocas, quando o mercado já souber quem está brigando por título. Até lá, ele é o adulto na sala de um elenco que acabou de perder o maior jogador da própria história.








