O Lakers procura um pivô reserva no mercado depois de perder Jonathan Kuminga para o Timberwolves. Os nomes que aparecem são Jericho Sims, do Bucks, Jalen Smith, do Bulls, e Karlo Matkovic, do Pelicans. O problema é que Los Angeles chega com 16 jogadores sob contrato e o teto da liga é 15.
- Walker Kessler jogou 5 partidas em 2025-26 antes de encerrar a temporada com lesão no ombro esquerdo.
- O contrato é de quatro anos e US$ 130 milhões, e custou duas primeiras rodadas sem proteção.
- Kevon Looney, o reserva atual, entrou em 21 jogos e pegou 5,6 rebotes na temporada passada.
- Sims exerceu a opção de jogador e recebe US$ 2,8 milhões em 2026-27.
- O Bucks precisa cortar de 17 para 15 jogadores até a estreia da temporada.
Por que o garrafão virou o problema
A dúvida no garrafão do Lakers não é de talento, é de disponibilidade. Vale olhar quantas partidas cada um desses pivôs conseguiu jogar de fato na temporada passada, os que já estão no elenco e os que estão na mira.
| Pivô | Jogos em 2025-26 |
|---|---|
Jericho Sims Bucks, alvo do Lakers | 67 5,5 rebotes por jogo |
Jalen Smith Bulls, alvo do Lakers | 28 6,2 rebotes por jogo |
Kevon Looney Lakers, reserva atual | 21 5,6 rebotes por jogo |
Walker Kessler Lakers, titular | 5 10,8 rebotes por jogo |
Os dois pivôs que já estão no elenco somam 26 jogos. Sims sozinho fez 67, mais que o dobro da dupla inteira. Por isso a busca não é por alguém melhor que Kessler: é por alguém que aguente entrar em quadra nas noites em que ele não puder.
O que o Lakers comprou por US$ 130 milhões
Kessler chegou de Utah em julho, num sign-and-trade noticiado pela ESPN que levou ao Jazz duas primeiras rodadas sem proteção, de 2031 e 2033, mais o direito de trocar posição em 2028 e 2030. Nas cinco partidas que jogou antes da lesão, o pivô de 2,18 m ficou em 14,4 pontos, 10,8 rebotes e 1,8 toco. O talento nunca esteve em dúvida. A conta de jogos, sim.
Os três nomes na mesa
Nenhum dos alvos é titular, e não precisa ser. O que o Lakers pede é minuto de sobrevivência, alguém que segure a posição por vinte minutos sem afundar a defesa.
- Jericho Sims (Bucks): ficou em 5,0 pontos, 5,5 rebotes e 1,6 assistência em 67 jogos, com 78,4% de aproveitamento de quadra e 95 enterradas. É o mais barato dos três, a US$ 2,8 milhões.
- Jalen Smith (Bulls): marcou 9,0 pontos e pegou 6,2 rebotes em 28 partidas. Tem o melhor número de rebote da lista, no menor volume de jogos entre os dois alvos.
- Karlo Matkovic (Pelicans): o mais jovem dos três e o de menor amostra na NBA. Entra como aposta de projeção, não como conserto imediato.
A conta que trava os dois lados
A parte mais estranha da negociação é que os dois times estão no mesmo aperto. O Lakers tem 16 jogadores e precisa devolver o elenco ao teto de 15 antes de encaixar qualquer troca. O Bucks está pior: tem 17 e precisa cortar dois até a estreia, o que transforma Sims em peça de saída natural, seja por troca ou por dispensa.
Esse é o efeito colateral de uma offseason em que o cofre de Los Angeles ficou raspado. Sem escolhas de draft para oferecer e sem espaço na folha, sobra procurar o pivô que outro time precisa dispensar de qualquer jeito.
É uma posição desconfortável para quem passou o verão inteiro atrás de um reforço e viu o alvo principal assinar com o Timberwolves por dois anos e US$ 13 milhões. O Lakers começa o camp com o elenco estourado e o garrafão apoiado num pivô que jogou cinco vezes no ano passado.



