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Lakers perdeu Kuminga e caça pivô em três times

Hoop78 29 de Agosto de 2026

O Lakers procura um pivô reserva no mercado depois de perder Jonathan Kuminga para o Timberwolves. Os nomes que aparecem são Jericho Sims, do Bucks, Jalen Smith, do Bulls, e Karlo Matkovic, do Pelicans. O problema é que Los Angeles chega com 16 jogadores sob contrato e o teto da liga é 15.

Direto ao ponto
  • Walker Kessler jogou 5 partidas em 2025-26 antes de encerrar a temporada com lesão no ombro esquerdo.
  • O contrato é de quatro anos e US$ 130 milhões, e custou duas primeiras rodadas sem proteção.
  • Kevon Looney, o reserva atual, entrou em 21 jogos e pegou 5,6 rebotes na temporada passada.
  • Sims exerceu a opção de jogador e recebe US$ 2,8 milhões em 2026-27.
  • O Bucks precisa cortar de 17 para 15 jogadores até a estreia da temporada.

Por que o garrafão virou o problema

A dúvida no garrafão do Lakers não é de talento, é de disponibilidade. Vale olhar quantas partidas cada um desses pivôs conseguiu jogar de fato na temporada passada, os que já estão no elenco e os que estão na mira.

PivôJogos em 2025-26
Jericho Sims
Bucks, alvo do Lakers
67
5,5 rebotes por jogo
 
Jalen Smith
Bulls, alvo do Lakers
28
6,2 rebotes por jogo
 
Kevon Looney
Lakers, reserva atual
21
5,6 rebotes por jogo
 
Walker Kessler
Lakers, titular
5
10,8 rebotes por jogo
 

Os dois pivôs que já estão no elenco somam 26 jogos. Sims sozinho fez 67, mais que o dobro da dupla inteira. Por isso a busca não é por alguém melhor que Kessler: é por alguém que aguente entrar em quadra nas noites em que ele não puder.

O que o Lakers comprou por US$ 130 milhões

Kessler chegou de Utah em julho, num sign-and-trade noticiado pela ESPN que levou ao Jazz duas primeiras rodadas sem proteção, de 2031 e 2033, mais o direito de trocar posição em 2028 e 2030. Nas cinco partidas que jogou antes da lesão, o pivô de 2,18 m ficou em 14,4 pontos, 10,8 rebotes e 1,8 toco. O talento nunca esteve em dúvida. A conta de jogos, sim.

Os três nomes na mesa

Nenhum dos alvos é titular, e não precisa ser. O que o Lakers pede é minuto de sobrevivência, alguém que segure a posição por vinte minutos sem afundar a defesa.

  • Jericho Sims (Bucks): ficou em 5,0 pontos, 5,5 rebotes e 1,6 assistência em 67 jogos, com 78,4% de aproveitamento de quadra e 95 enterradas. É o mais barato dos três, a US$ 2,8 milhões.
  • Jalen Smith (Bulls): marcou 9,0 pontos e pegou 6,2 rebotes em 28 partidas. Tem o melhor número de rebote da lista, no menor volume de jogos entre os dois alvos.
  • Karlo Matkovic (Pelicans): o mais jovem dos três e o de menor amostra na NBA. Entra como aposta de projeção, não como conserto imediato.

A conta que trava os dois lados

A parte mais estranha da negociação é que os dois times estão no mesmo aperto. O Lakers tem 16 jogadores e precisa devolver o elenco ao teto de 15 antes de encaixar qualquer troca. O Bucks está pior: tem 17 e precisa cortar dois até a estreia, o que transforma Sims em peça de saída natural, seja por troca ou por dispensa.

Esse é o efeito colateral de uma offseason em que o cofre de Los Angeles ficou raspado. Sem escolhas de draft para oferecer e sem espaço na folha, sobra procurar o pivô que outro time precisa dispensar de qualquer jeito.

É uma posição desconfortável para quem passou o verão inteiro atrás de um reforço e viu o alvo principal assinar com o Timberwolves por dois anos e US$ 13 milhões. O Lakers começa o camp com o elenco estourado e o garrafão apoiado num pivô que jogou cinco vezes no ano passado.

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