Os 10 maiores jogadores da história do Phoenix Suns
Nash, Barkley, Booker, KJ e Stoudemire disputam as dez vagas. O ranking dos maiores do Suns, com números e o título que nunca veio para Phoenix.
O Suns entrou em três finais da NBA, em 1976, 1993 e 2021, e perdeu as três por 4 a 2. É a franquia com mais temporadas de elite sem nenhum título, e por isso o ranking dos dez maiores da história dela é uma lista de quem chegou perto, não de quem levantou taça.
- Devin Booker passou Walter Davis e virou o maior cestinha da franquia em fevereiro de 2025.
- Ele levou dez temporadas e 642 jogos para chegar lá.
- Steve Nash ganhou dois prêmios de MVP seguidos, em 2005 e 2006.
- Charles Barkley levou o dele em 1993, o ano da final contra o Bulls.
- Alvan Adams e Amar’e Stoudemire foram Novatos do Ano pelo time.
As três finais terminaram do mesmo jeito
A coincidência é tão exata que parece erro de digitação, e ajuda a explicar por que a torcida de Phoenix carrega o apelido de time amaldiçoado.
| A final que o Suns jogou | Ano |
|---|---|
Contra o Celtics, derrota por 4 a 2 O jogo 5 foi decidido em três prorrogações | 1976 |
Contra o Bulls, derrota por 4 a 2 Barkley era o MVP da temporada | 1993 |
Contra o Bucks, derrota por 4 a 2 Phoenix abriu 2 a 0 na série | 2021 |
Três finais em 45 anos de intervalo, três derrotas em seis jogos. Em 2021 o time chegou a abrir dois jogos de frente e perdeu quatro seguidos. Nenhuma franquia com tantas temporadas de 50 vitórias terminou sem título.
1. Steve Nash
Dois prêmios de MVP seguidos, em 2005 e 2006, comandando o ataque que obrigou a liga inteira a jogar mais rápido. Saiu de Phoenix sem título e mesmo assim é o nome que define a franquia.
2. Charles Barkley
Chegou em 1992 e levou o MVP na temporada seguinte, a mesma em que o Suns fez a melhor campanha da liga e foi à final contra o Bulls. Foram só quatro temporadas, e bastaram.
3. Devin Booker
Maior cestinha da história do time, com a marca tomada de Walter Davis em fevereiro de 2025. Foi o dono do ataque na campanha até a final de 2021 e continua sendo a cara da franquia.
4. Kevin Johnson
Armador de três temporadas seguidas com médias de 20 pontos e 10 assistências, coisa que quase ninguém fez na história da liga. Era o motor do time de Barkley.
5. Walter Davis
Segurou o recorde de pontos da franquia por quase quarenta anos e foi Novato do Ano em 1978. O apelido de Greyhound vinha da facilidade com que corria a quadra.
6. Amar’e Stoudemire
Novato do Ano em 2003 e o alvo das bolas alley-oop de Nash, no papel de pivô que atacava o aro em vez de esperar no garrafão.
7. Alvan Adams
Novato do Ano em 1976, no mesmo ano em que levou um time improvável até a final contra o Celtics. Ficou dezoito temporadas em Phoenix, todas pelo mesmo time.
8. Paul Westphal
O melhor jogador do time de 1976 e, mais tarde, técnico do time de 1993. Poucos nomes aparecem nas duas primeiras finais da franquia em papéis diferentes.
9. Shawn Marion
O jogador que fazia o serviço sujo do ataque de sete segundos: defendia as quatro posições mais altas, pegava rebote e corria a quadra sem precisar da bola.
10. Connie Hawkins
A primeira estrela real da franquia, ainda nos anos 1970, e o jogador que deu ao time recém-criado uma identidade antes de ele ter história.
O ataque que mudou a liga e não ganhou nada
Nenhum time desta lista influenciou tanto o basquete atual quanto o de Nash e Mike D’Antoni, e nenhum saiu com menos troféus por isso.
A ideia era simples de dizer e difícil de marcar: arremessar nos primeiros sete segundos de posse, antes de a defesa se organizar. Vinte anos depois, o ritmo que era exceção em Phoenix virou o normal da liga inteira, e times que copiaram aquilo ganharam títulos que o original nunca teve.
Quem ficou de fora
Dan Majerle, Larry Nance, Tom Chambers e Goran Dragic entregaram temporadas grandes sem entrar nos dez. Jason Kidd e Chris Paul passaram por Phoenix em momentos decisivos, mas por pouco tempo para superar quem construiu carreira ali.
O Suns entra em 2026-27 sem um dos dez na lista de titulares, o que não acontecia há duas décadas, e a série de maiores lendas de cada time da NBA mostra que essa não é uma situação exclusiva de Phoenix. O que é exclusivo é o padrão: um dos melhores armadores da história, um MVP e um cestinha de elite passaram pela mesma camisa, em décadas diferentes, e nenhum saiu de lá campeão.








