Os 10 maiores jogadores da história do Utah Jazz
Stockton e Malone dividiram dois recordes históricos e nenhum título. O ranking dos maiores do Jazz, com números e as finais perdidas para o Bulls.
O Jazz tem os dois maiores recordes individuais da história da NBA dentro do mesmo elenco, jogou duas finais seguidas e nunca ganhou nada. O ranking dos dez maiores da franquia é, na prática, a história de um time que fez tudo certo por quinze anos e esbarrou em Michael Jordan.
- As finais foram em 1997 e 1998, as duas perdidas para o Bulls.
- John Stockton nunca ficou fora dos playoffs em quase duas décadas de carreira.
- Foram cinco finais de conferência no período.
- Karl Malone é o terceiro maior cestinha da história da liga.
- Rudy Gobert ganhou três prêmios de melhor defensor vestindo a camisa do Jazz.
Os números que ninguém tirou de lá
Time sem título costuma sumir do livro de recordes. Com o Jazz aconteceu o contrário: as marcas mais duradouras da liga saíram de Salt Lake City.
| A marca | Total |
|---|---|
Assistências de Stockton na carreira Recorde da NBA, nunca ameaçado de perto | 15.806 |
Roubos de bola de Stockton Também recorde da liga, no mesmo corpo | 3.265 |
Prêmios de melhor defensor de Gobert Em 2018, 2019 e 2021, todos pelo Jazz | 3 |
Prêmios de MVP de Malone Em 1997 e 1999, nos anos das finais | 2 |
Um armador que lidera a história da liga em duas categorias diferentes é coisa que não se repetiu. E Stockton fez isso sem nunca ter sido o melhor jogador do próprio time, papel que era do Malone.
1. Karl Malone
Maior cestinha da franquia e terceiro da história da NBA, atrás só de LeBron James e Kareem Abdul-Jabbar. Dois prêmios de MVP, em 1997 e 1999, e dezoito temporadas em Utah.
2. John Stockton
Recordista histórico de assistências e de roubos de bola, com 15.806 e 3.265. Jogou dezenove temporadas, todas pelo Jazz, e nunca ficou fora dos playoffs.
3. Rudy Gobert
Três prêmios de melhor defensor pelo time, entre 2018 e 2021, e o pivô que fez o Jazz sustentar as melhores defesas da liga por quatro temporadas seguidas.
4. Donovan Mitchell
Chegou como escolha de meio de primeira rodada e virou o cestinha da franquia na era moderna, com as campanhas mais fortes desde a saída de Stockton e Malone.
5. Adrian Dantley
Cestinha da liga duas vezes pelo Jazz, nos anos 1980, quando o time ainda não tinha identidade nem estrutura para brigar por título.
6. Mark Eaton
Melhor média de tocos por jogo da história da NBA, com dois prêmios de melhor defensor. Tinha 2,24m e não precisava fazer mais nada além de proteger o aro.
7. Jeff Hornacek
A terceira peça dos times de final, o arremessador que abria o espaço para o pick-and-roll de Stockton com Malone funcionar.
8. Deron Williams
Armador que levou o Jazz à final do Oeste em 2007, no melhor time da franquia depois da era dos dois recordistas.
9. Andrei Kirilenko
Ala que liderou a liga em tocos em 2005, algo raríssimo para quem não é pivô, e defendia quatro posições no mesmo jogo.
10. Pete Maravich
A primeira estrela da franquia, ainda em Nova Orleans, antes de a mudança para Utah levar junto o nome Jazz e deixar a cidade da música para trás.
O pick-and-roll que virou aula
Dois nomes desta lista jogaram juntos por dezoito temporadas e transformaram uma jogada simples em problema irresolvível.
A defesa sabia o que vinha, e vinha assim mesmo. Bloqueio de Malone, saída de Stockton, e a escolha entre dar a bandeja ou entregar o arremesso de meia distância do ala-pivô mais consistente da geração. Times inteiros passaram a década tentando marcar aquilo, e o resultado foi cinco finais de conferência e duas finais de NBA.
Por que nunca deu certo até o fim
A resposta é curta e todo mundo sabe: as duas finais foram em 1997 e 1998, exatamente os dois últimos anos do Bulls de Jordan e Pippen. O Jazz teve a melhor campanha da liga em 1997 e mesmo assim entrou como azarão.
O time atual não tem nenhum destes dez no elenco e acabou de montar um grupo novo do zero, depois de vender Walker Kessler ao Lakers por duas primeiras rodadas. O caminho de volta é longo, e a lista acima serve de lembrete do que Salt Lake City já teve: dois recordistas históricos ao mesmo tempo, e nenhum anel para mostrar.








