Os 10 maiores da história do Portland Trail Blazers
Drexler, Lillard, Walton e Sabonis no mesmo ranking. Os dez maiores do Blazers, com números, o título de 1977 e as duas escolhas erradas.
O Blazers tem um título, conquistado em 1977, e duas décadas inteiras de times que chegaram perto sem repetir. O ranking dos dez maiores da história da franquia junta quem levantou a taça, quem marcou mais pontos e quem quase resolveu, e são três pessoas diferentes.
- Na final de 1977, Portland virou uma série que estava 2 a 0 contra e venceu em seis.
- O adversário daquela decisão foi justamente o 76ers.
- Damian Lillard passou Clyde Drexler como maior cestinha em dezembro de 2022.
- A franquia voltou às finais em 1990 e 1992 e perdeu as duas.
- Bill Walton fez 19 rebotes por jogo na série do título.
Quem marcou mais pontos pela franquia
A lista de cestinhas separa duas eras que quase não se tocam, e mostra quanto tempo a franquia passou dependendo de um armador de cada vez.
| Jogador | Pontos pelo Blazers |
|---|---|
Damian Lillard Nove vezes no Jogo das Estrelas | 19.376 |
Clyde Drexler Levou o time às finais de 1990 e 1992 | 18.040 |
LaMarcus Aldridge 19,4 pontos e 8,4 rebotes por jogo | 12.562 |
Terry Porter O armador dos times de Drexler | 11.330 |
CJ McCollum Parceiro de Lillard por sete temporadas | 10.710 |
Lillard abre 1.336 pontos sobre Drexler, e os dois juntos somam quase o dobro dos três seguintes. Repare que nenhum dos cinco é do time campeão: em 1977 o Blazers ganhou com um pivô que jogou pouco tempo saudável e nunca chegou perto dessa lista.
1. Clyde Drexler
Escolha 14 do Draft de 1983 e o jogador que colocou Portland em duas finais, em 1990 e 1992. Chegou a 27,2 pontos por jogo em 1989, foi oito vezes ao Jogo das Estrelas e integrou o Dream Team de 1992. Perdeu para o Pistons e para o Bulls, o que explica por que ele lidera esta lista sem ter o anel da franquia.
2. Damian Lillard
Maior cestinha da história do time, com 19.376 pontos, e Novato do Ano em 2013. Sustentou dez temporadas seguidas acima de 20 pontos por jogo, chegando a 32,2 em 2022-23, e entrou na seleção dos 75 anos da NBA. Voltou a Portland em 2024-25 depois da passagem por Milwaukee.
3. Bill Walton
Só teve duas temporadas realmente saudáveis em Portland, e uma delas terminou com o único título da franquia. Foi MVP das finais de 1977 com 18,5 pontos, 19,0 rebotes, 5,2 assistências e 3,7 tocos por jogo, e MVP da liga na temporada seguinte.
4. LaMarcus Aldridge
Terceiro maior cestinha, com 12.562 pontos, e o ala-pivô que segurou a franquia relevante entre a era Roy e a era Lillard. Quatro convocações ao Jogo das Estrelas e três seleções de All-NBA em nove temporadas.
5. Terry Porter
O armador dos times que foram às duas finais dos anos 1990, com 11.330 pontos e duas convocações. Ficou conhecido como Sweetness e foi quem organizou o ataque enquanto Drexler acabava as jogadas.
6. Maurice Lucas
O ala-pivô do título de 1977 e o jogador que peitou fisicamente o 76ers naquela série. Sem ele, o garrafão de Portland teria sido varrido, e Walton não teria tido espaço para dominar os rebotes.
7. Arvydas Sabonis
Chegou aos 31 anos, com os joelhos já comprometidos, depois de uma carreira inteira na Europa. Mesmo assim virou um dos pivôs mais inteligentes da liga e a lembrança permanente do que a franquia perdeu por ter esperado sete anos para trazê-lo.
8. Brandon Roy
Novato do Ano em 2007 e três vezes convocado ao Jogo das Estrelas antes de os joelhos encerrarem tudo aos 27 anos. É o maior caso de “e se” da história da franquia, e nem é o mais doloroso.
9. CJ McCollum
Escolha 10 de 2013, saído de uma universidade pequena, virou o segundo armador da dupla mais duradoura da franquia. Passou de 20 pontos por jogo entre 2016 e 2022, antes de ser trocado para o Pelicans.
10. Rasheed Wallace
O melhor jogador dos times do fim dos anos 1990 que chegaram a duas finais do Oeste. Saiu de Portland sem título e ganhou um em Detroit logo depois, o que virou piada recorrente na cidade.
A final de 1977, e o que quase ninguém lembra dela
O único troféu da franquia veio de uma virada que a NBA quase não tinha visto.
Portland perdeu os dois primeiros jogos para o 76ers e venceu os quatro seguintes. Até ali, só o Celtics de 1969 tinha conseguido virar uma final começando 2 a 0 atrás. O adversário daquela decisão é o mesmo time que, quase cinquenta anos depois, montou o elenco mais comentado desta offseason.
As duas escolhas que a cidade não esquece
Nenhuma franquia carrega dois erros de Draft desse tamanho. Em 1984, com a segunda escolha, Portland pegou Sam Bowie, e Michael Jordan saiu na seguinte. Em 2007, com a primeira, pegou Greg Oden, e Kevin Durant saiu na seguinte.
É o contraponto exato desta lista. O Blazers acertou em achar Drexler na posição 14 e McCollum na 10, e errou nas duas vezes em que teve a escolha mais fácil da sala. A série de maiores lendas de cada time da NBA mostra que quase todo time tem um erro assim guardado. Poucos têm dois, e nenhum tem dois desse tamanho.








