Shaedon Sharpe rompeu o menisco do joelho direito num treino de offseason e deve ficar seis meses fora, segundo Shams Charania. A conta é cruel para o Blazers: o ala-armador de 23 anos vinha da melhor temporada da carreira, e a previsão de retorno cai perto do All-Star, com o camp de Portland ainda sem começar.
- Ele marcou 20,8 pontos por jogo na 2025-26, a melhor média da carreira.
- Foram só 50 partidas no ano, por causa de uma fratura por estresse na fíbula esquerda.
- O Blazers ainda tem Ja Morant, Damian Lillard e Jrue Holiday no perímetro.
- A lesão aconteceu em treino, fora de qualquer competição oficial.
- A informação é da ESPN, publicada em 24 de agosto.
O tamanho do que Portland perde
Nas quatro temporadas de carreira ele nunca deu um passo para trás no ataque, e a última confirmou o que o time vinha esperando desde a escolha no draft.
| Temporada | Pontos por jogo |
|---|---|
2022-23 temporada de calouro, 22,2 minutos | 9,9 80 jogos |
2023-24 temporada encurtada por lesão | 15,9 32 jogos |
2024-25 ano mais completo em presença | 18,5 72 jogos |
2025-26 fratura por estresse tirou metade do ano | 20,8 50 jogos |
A curva sobe sempre, mas a coluna da direita conta a outra história: 32 jogos numa temporada, 50 na seguinte. Em quatro anos ele só passou de 70 partidas duas vezes, e agora vai somar mais um ano quebrado ao currículo.
Seis meses é prazo de reparo, não de remoção
A diferença entre os dois procedimentos de menisco explica o calendário. Quando o cirurgião apenas retira a parte lesionada, o retorno costuma vir em semanas. Quando ele costura o menisco para preservar a cartilagem, o prazo salta para meses, porque a estrutura precisa cicatrizar antes de aguentar carga. Um prazo de seis meses aponta para o segundo caso, ainda que o Blazers não tenha detalhado o procedimento. É a escolha que protege o joelho de um jogador de 23 anos no longo prazo, mesmo custando a temporada quase inteira.
O problema que virou solução torta
Portland entrou nesta offseason com um excesso raro: depois de trazer Ja Morant, o time ficou com quatro armadores titulares e uma bola só. Morant, Damian Lillard e Jrue Holiday dividem o mesmo espaço, e Sharpe era quem jogava mais longe da bola entre eles.
A lesão resolve o congestionamento da pior maneira possível. Sobra bola para Morant e para Lillard, e some o único do quarteto que estava em curva de crescimento. Nenhum técnico escolheria abrir minutos assim.
O que muda no calendário do Blazers
Seis meses a partir de agora empurram o retorno para fevereiro, ou seja, praticamente metade da temporada regular. Se a recuperação atrasar, o time perde a janela de trocas de fevereiro com um ativo parado, o que derruba o valor dele em qualquer conversa.
Para um elenco que se reconstruiu apostando em volume de armadores, perder justamente o mais jovem antes da primeira coletiva do camp é o pior começo possível. Portland vai descobrir cedo se a aposta de acumular perímetro tinha plano B.



