Os 10 maiores jogos da história das finais da NBA
Da tripla prorrogação de 1976 ao arremesso de Jordan em 1998. Os dez maiores jogos das finais, com placar, data e o que decidiu cada um.
O maior jogo da história das finais da NBA foi o quinto da série de 1976, entre Celtics e Suns, decidido em três prorrogações por 128 a 126. Os outros nove desta lista têm em comum a mesma coisa: nenhum foi resolvido antes dos últimos segundos, e seis terminaram com diferença de até quatro pontos.
- Michael Jordan aparece em três dos dez, sempre no time que venceu.
- O arremesso dele em 1998 e o de Ray Allen em 2013 saíram com 5,2 segundos no relógio.
- Em 2016 o Cavaliers virou uma final de 3 a 0 contra, o único caso da história.
- Magic Johnson jogou de pivô em 1980, aos 20 anos, e fez 42 pontos.
- Willis Reed marcou 4 pontos em 1970 e mudou o jogo assim mesmo.
Os placares mais apertados da lista
Jogo grande de final quase nunca é jogo bonito. É jogo curto de placar, decidido no erro que não aconteceu.
| O jogo | Diferença |
|---|---|
1998, jogo 6: Bulls 87 x 86 Jazz O último arremesso de Jordan pelo Bulls | 1 |
1997, jogo 5: Bulls 90 x 88 Jazz Jordan doente, com 38 pontos em 44 minutos | 2 |
1976, jogo 5: Celtics 128 x 126 Suns Três prorrogações, o jogo mais longo de uma final | 2 |
2013, jogo 6: Heat 103 x 100 Spurs Prorrogação, depois da bola de três de Ray Allen | 3 |
2010, jogo 7: Lakers 83 x 79 Celtics Virada de 13 pontos no terceiro quarto | 4 |
2016, jogo 7: Cavaliers 93 x 89 Warriors A única virada de 3 a 0 numa final | 4 |
Repare na coincidência mais estranha desta lista: o arremesso de Jordan em 1998 e a bola de três de Ray Allen em 2013 saíram exatamente com 5,2 segundos no cronômetro, com quinze anos de distância e resultados opostos. Um encerrou uma dinastia, o outro salvou a outra.
1. 1976, jogo 5: Celtics 128 x 126 Suns
Três prorrogações e o jogo mais longo já disputado numa final, em 4 de junho de 1976. Jo Jo White fez 33 pontos e John Havlicek acertou um arremesso de meia distância que mandou a partida para a segunda prorrogação. Muita gente chama de o melhor jogo já jogado, e não é exagero.
2. 1998, jogo 6: Bulls 87 x 86 Jazz
Em 14 de junho de 1998, Jordan roubou a bola de Karl Malone, subiu em cima de Bryon Russell e acertou o arremesso com 5,2 segundos restando. Foi o último lance dele pelo Bulls e o sexto título da franquia.
3. 2016, jogo 7: Cavaliers 93 x 89 Warriors
Em 19 de junho de 2016, o Cavaliers virou a única final da história começando 3 a 0 abaixo e encerrou 52 anos sem título para Cleveland, contra o Warriors que tinha vencido 73 jogos na temporada. O bloqueio de LeBron James em Andre Iguodala virou o lance mais lembrado, mas quem decidiu foi a bola de três de Kyrie Irving.
4. 1970, jogo 7: Knicks 113 x 99 Lakers
Willis Reed saiu do túnel mancando, minutos antes da bola subir, e acertou as duas primeiras cestas do jogo. Fez só 4 pontos. Walt Frazier terminou com 36 pontos e 19 assistências, uma das melhores linhas da história de uma final, e ficou para sempre à sombra do capitão.
5. 2013, jogo 6: Heat 103 x 100 Spurs
O Spurs já tinha a fita de campeão nas mãos quando Ray Allen acertou a bola de três do canto, com 5,2 segundos, para empatar. O Heat venceu na prorrogação e depois o jogo 7. LeBron fez 32 pontos, 11 assistências e 10 rebotes.
6. 1980, jogo 6: Lakers 123 x 107 76ers
Kareem Abdul-Jabbar se lesionou e não viajou. Magic Johnson, calouro de 20 anos, começou de pivô e fez 42 pontos, 15 rebotes e 7 assistências para fechar o título fora de casa, em 16 de maio de 1980.
7. 1997, jogo 5: Bulls 90 x 88 Jazz
Jordan acordou doente na véspera e mesmo assim jogou 44 minutos, com 38 pontos, sendo 15 no último quarto. A imagem dele sendo carregado por Scottie Pippen no fim do jogo é uma das mais reproduzidas do esporte americano.
8. 2010, jogo 7: Lakers 83 x 79 Celtics
Em 17 de junho de 2010, o Lakers virou uma desvantagem de 13 pontos no terceiro quarto contra o rival histórico. Foi um jogo de arremesso ruim dos dois lados, decidido no rebote e na defesa, e por isso mesmo é lembrado como um clássico.
9. 1992, jogo 1: Bulls x Blazers
Jordan fez 35 pontos só no primeiro tempo, com seis bolas de três, os dois recordes de uma metade de final. Depois da sexta, ele olhou para a mesa dos comentaristas e deu de ombros, num gesto que virou o apelido do jogo.
10. 2001, jogo 1: 76ers 107 x 101 Lakers
Allen Iverson fez 48 pontos e passou por cima de Tyronn Lue na prorrogação, no único jogo que o Lakers perdeu naqueles playoffs. Shaquille O’Neal fez 44 pontos e 20 rebotes do outro lado e saiu derrotado.
O jogo que definiu o gesto
Dos dez, um virou imagem antes de virar resultado.
O dar de ombros de 1992 não decidiu série nenhuma, e mesmo assim entra em toda lista. É a diferença entre um jogo grande e um jogo que a memória guarda: o primeiro precisa do placar, o segundo precisa de uma imagem que dispensa explicação.
Quem aparece mais de uma vez
Michael Jordan está em três dos dez, em três papéis diferentes: o do dar de ombros em 1992, o doente em 1997 e o do arremesso final em 1998. O Lakers aparece em quatro jogos, dois como vencedor e dois como derrotado. O Bulls aparece em três, todos como vencedor.
Sobrou de fora o jogo 4 de 2000, com Kobe Bryant decidindo na prorrogação contra o Pacers, e a final de 1994 inteira, entre Rockets e Knicks, que foi a mais equilibrada em série e a mais esquecida em lance. É o problema de listar jogo: sempre falta um que alguém viu ao vivo. A nossa lista dos dez maiores treinadores tem os nomes que estavam no banco em boa parte destas dez noites.








