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Bulls é o único dos 3 que pode pagar Kuminga sem o Hawks

Hoop78 26 de Agosto de 2026

O Bulls entrou na disputa por Jonathan Kuminga, segundo Jake Fischer, e passa a concorrer com Lakers e Timberwolves pelo melhor agente livre ainda sem time na NBA. A diferença é estrutural: os dois favoritos precisam de um sign-and-trade com o Hawks para pagar o que ele pede, e o Bulls não precisa da licença de ninguém.

Direto ao ponto
  • Chicago é um dos três times com espaço salarial e está US$ 43 milhões abaixo do primeiro apron.
  • O Hawks declinou a opção de time de US$ 24,3 milhões e devolveu Kuminga ao mercado.
  • Ele pede mais de US$ 20 milhões por temporada, segundo o The Athletic.
  • Recusou uma proposta de dois anos e US$ 10 milhões do Lakers.
  • Marcou 12,2 pontos em 36 jogos na 2025-26, a menor média desde 2022-23.

Por que o Bulls não precisa pedir licença

Kuminga é agente livre, mas os dois favoritos não têm como assiná-lo direto: o Lakers e o Timberwolves gastaram o espaço salarial e só chegariam ao valor pedido por meio de um sign-and-trade, que exige a assinatura do Hawks no papel. É por isso que a negociação vem travando em Atlanta, e não em Los Angeles. O pacote com Jarred Vanderbilt e um swap de primeira rodada de 2032 foi recusado, e a conversa mais recente troca Vanderbilt por Jaden Hardy, de salário menor.

Chicago escapa dessa fila inteira. Com uma vaga aberta no elenco e mais de US$ 43 milhões de folga até o primeiro apron, o Bulls pode simplesmente oferecer um contrato e esperar a resposta. Nenhum terceiro time precisa concordar, nenhum ativo precisa mudar de mãos.

Como ele foi parar em Atlanta

Kuminga pediu troca ao Warriors em 15 de janeiro, o primeiro dia em que ficou elegível, e foi negociado no mês seguinte junto com Buddy Hield em troca de Kristaps Porzingis. Estreou pelo Hawks em 24 de fevereiro com 27 pontos, exatamente o papel ofensivo que reclamava não ter na Bay Area. Cinco meses depois, o time declinou a opção de US$ 24,3 milhões e ele voltou ao mercado.

A temporada que mexeu no preço

O currículo que ele leva à mesa não é o mesmo de dois anos atrás, e essa é a parte que os três interessados leem antes de decidir quanto pagar.

TemporadaPontos por jogo
2021-22
temporada de calouro no Warriors
9,3
70 jogos
 
2022-23
segundo ano, rotação irregular
9,9
67 jogos
 
2023-24
melhor marca da carreira
16,1
74 jogos
 
2024-25
ano do impasse com Steve Kerr
15,3
47 jogos
 
2025-26
dividida entre Warriors e Hawks
12,2
36 jogos
 

São 3,9 pontos a menos que na 2023-24 e apenas 36 jogos disputados, o pior número de presença desde que ele virou peça de rotação. Pedir mais de US$ 20 milhões com essa curva é apostar no salto que a mudança de time promete, não no que ficou registrado na súmula.

O favorito continua sendo o Lakers

A entrada do Bulls não derruba a corrida que já estava montada. Fischer segue apontando para a Califórnia, e a preferência do jogador pesa tanto quanto o cheque.

Fica entre Minnesota e Los Angeles. O Kuminga, eu acho, parece preferir o Lakers. É lá que existe mais espaço para negociar.

Jake Fischer, repórter de NBA

A conta que o jogador precisa fazer tem duas colunas. De um lado, o Lakers já o deixou na mão uma vez nesta free agency e a proposta que sobrou foi de dois anos e US$ 10 milhões. Do outro, o Bulls paga mais e paga já, mas oferece menos bola: o time de Chicago já tem quem jogue de ala-pivô e não vai entregar a franquia a um reforço de agosto.

É a escolha entre o contrato e o palco, com o detalhe de que só uma das três portas abre sem chave emprestada. O relato de Fischer chega com o camp a poucas semanas de abrir, e quem espera demais assina onde sobrar vaga.

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