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Brasil perde invencibilidade para a Dominicana sem NBA

Hoop78 28 de Agosto de 2026

O Brasil perdeu para a República Dominicana por 94 a 90 na quinta-feira, em Brasília, e encerrou a série invicta nas Eliminatórias do Mundial de 2027. A leitura fácil seria culpar a ausência de jogadores da NBA no elenco, mas ela não se sustenta: do outro lado também não jogou nenhum.

Direto ao ponto
  • Jean Montero fez 30 pontos, recorde pessoal pela seleção dominicana, com 5 de 9 nos três.
  • Andrés Feliz, do Real Madrid, somou 24 pontos e 9 assistências.
  • Léo Meindl foi o melhor do Brasil, com 19 pontos e 7 rebotes.
  • Karl-Anthony Towns, Al Horford e Chris Duarte não estiveram em quadra.
  • Foram 8.231 pessoas no Nilson Nelson, que viram a primeira derrota do time.

Quem decidiu não veio da NBA

A pré-lista da República Dominicana tinha três nomes com contrato ativo na liga americana, e nenhum deles apareceu em Brasília. Quem ganhou o jogo foram dois jogadores formados na Europa.

Montero, que apareceu para o mundo ainda adolescente levando a seleção ao Mundial, fez a melhor partida da carreira com a camisa do país: 30 pontos, cinco bolas de três em nove tentativas, quatro rebotes, três assistências e dois roubos. Feliz, armador do Real Madrid, quase fechou um duplo-duplo com 24 pontos e nove assistências.

Isso muda o diagnóstico. Ontem mesmo contamos que a liga liberou cerca de 36 jogadores para 22 seleções nesta janela, e nenhum era do Brasil. O jogo de Brasília mostrou que o buraco não é exatamente esse: a diferença apareceu no basquete europeu, não no americano.

O jogo virou no terceiro quarto

O Brasil não entrou mal em quadra. Começou dominando e construiu vantagem confortável antes de perder o controle no período que costuma decidir jogo de seleção.

QuartoPontos do Brasil
1º quarto
Dominicana fez 18
29
melhor período
 
2º quarto
Dominicana fez 32
29
ritmo mantido
 
3º quarto
Dominicana fez 25
14
onde o jogo virou
 
4º quarto
Dominicana fez 19
18
reação insuficiente
 

São 58 pontos nos dois primeiros períodos contra 32 nos dois últimos. O terceiro quarto sozinho foi 25 a 14 para os visitantes, e essa diferença de onze pontos é maior que o placar final. O Brasil ainda voltou a jogar de igual para igual no último período, mas partiu de um buraco que não deu para cobrir em dez minutos.

O que isso custa na tabela

A derrota tira o retrospecto perfeito, não a liderança. O Brasil vai a seis vitórias e uma derrota no Grupo E, e a República Dominicana chega a cinco e duas, encostando. Em classificatório longo, com seis janelas até o Mundial do Catar, tropeço em casa pesa mais que tropeço fora, porque é ponto que dificilmente se recupera no returno.

A chance de resposta vem rápido. O Brasil visita o México na segunda-feira, às 23h10 no horário de Brasília, no fechamento desta janela.

Perder invencibilidade em casa, diante de mais de oito mil pessoas, dói mais no discurso do que na tabela. O que o jogo entregou de útil foi um alerta menos confortável que o da ausência da NBA: o Brasil não perdeu para quem tem astro da liga americana, perdeu para quem tem armador de Real Madrid. Esse é um problema mais difícil de resolver com convocação.

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