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Kuminga recusou US$ 23,6 milhões do Lakers de propósito

Hoop78 27 de Agosto de 2026

Jonathan Kuminga recusou US$ 23,6 milhões a mais do Lakers porque o dinheiro de Los Angeles vinha amarrado a três temporadas. A proposta só existia por sign-and-trade, e essa operação exige contrato de no mínimo três anos. Em Minnesota ele assinou por dois, com opção no segundo, e pode voltar ao mercado em 2027.

Direto ao ponto
  • A primeira temporada paga US$ 6,2 milhões e a segunda, US$ 6,4 milhões.
  • O Lakers chegou a US$ 36 milhões na oferta final, sem nenhuma cláusula de saída.
  • Bulls e Blazers também fizeram oferta e foram recusados.
  • Ele chega para ser titular ao lado de Anthony Edwards e LaMelo Ball, trocado em junho.
  • No Warriors, o contrato anterior pagava US$ 48,5 milhões por duas temporadas.

A regra que travou o Lakers

Los Angeles não tinha como simplesmente assinar com ele. O time gastou o espaço salarial com Collin Sexton e Quentin Grimes e sobrou um caminho só: convencer o Hawks a assinar o jogador e trocá-lo em seguida.

O problema é que essa manobra tem letra miúda. Contrato fechado em sign-and-trade precisa ter pelo menos três temporadas, e não existe versão curta. Ou seja, o Lakers não estava sendo teimoso ao insistir nos três anos: era o único formato que a liga permitia. O que ele queria, dois anos e liberdade rápida, Los Angeles estava proibido de oferecer.

O que ele comprou com o desconto

A opção de jogador no segundo ano é o item mais caro do acordo, e não custa nada em dinheiro. Ela permite que ele recuse os US$ 6,4 milhões de 2027-28 e entre no mercado no verão de 2027, aos 25 anos, sem depender de ninguém. Nos três anos do Lakers, ele só se apresentaria como agente livre em 2029.

Minnesota completou a oferta com o que Los Angeles não podia garantir por escrito: vaga na equipe titular desde o primeiro dia, ao lado de Edwards e de LaMelo Ball, que chegou em junho na troca com o Hornets. Para um ala que passou quatro temporadas discutindo minutos em San Francisco, vale mais do que parece.

As três propostas, lado a lado

A trajetória do preço dele neste verão explica por que a decisão pareceu tão estranha de fora, e por que faz sentido de dentro.

PropostaValor total do contrato
Lakers, proposta final
três temporadas, sem opção de jogador
US$ 36,0 mi
livre só em 2029
 
Lakers, proposta de agosto
duas temporadas, antes de acabar a verba
US$ 20,0 mi
recusada ainda no mês
 
Timberwolves, assinada
duas temporadas, opção no segundo ano
US$ 12,4 mi
livre já em 2027
 

Ele recusou o Lakers duas vezes, e a segunda recusa custou quase o triplo do que assinou. A conta só fecha se o valor de 2027 for maior do que os US$ 23,6 milhões que ficaram na mesa, o que depende inteiramente de uma temporada boa em Minnesota. O impasse que se arrastou por agosto terminou com ele ganhando menos do que qualquer proposta que ouviu.

O que pode dar errado

A aposta tem prazo e não tem rede. Se ele se machucar, se o técnico Chris Finch preferir outro ala nos minutos decisivos ou se o Timberwolves tropeçar, o mercado de 2027 vai olhar para um jogador de 25 anos com dois anos seguidos de produção instável e nenhum contrato grande no currículo.

Vale lembrar de onde ele veio: pediu perto de US$ 25 milhões por temporada em julho, baixou para US$ 15 milhões em agosto e fechou por US$ 6,2 milhões no primeiro ano. O mercado já disse uma vez o que pensa do preço dele.

Nos playoffs de 2025, jogando contra o próprio Timberwolves, ele fez 20,8 pontos com 54,3% de aproveitamento e mostrou exatamente o teto que agora precisa sustentar por 82 jogos. A diferença é que, desta vez, o dinheiro não vem antes da prova. Vem depois, se vier.

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