Pular para o conteúdo
Hoop78

Hawks precisa dispensar dois antes do training camp

O Hawks tem 17 jogadores sob contrato e o limite é 15. O camp abre em 29 de setembro, e Buddy Hield é o nome mais citado para sair.

11 de setembro de 2026 3 min de leitura
Hawks precisa dispensar dois antes do training camp
Foto: Getty Images
Compartilhar

O Hawks chega ao fim de setembro com 17 jogadores sob contrato padrão e um limite de 15. Dois precisam sair antes de 29 de setembro, quando abre o training camp, e a franquia pode resolver por troca ou por dispensa. O elenco ficou assim depois de uma reformulação inteira em menos de um ano.

Direto ao ponto
  • Buddy Hield recebe US$ 9,6 milhões nesta temporada e perdeu espaço.
  • Ryan Nembhard só pôde ser negociado a partir de 19 de setembro.
  • Mouhamed Gueye fraturou o pé e fica meses fora.
  • O time terminou em 46 vitórias e 36 derrotas e ganhou a Divisão Sudeste.
  • Atlanta está bem abaixo do imposto de luxo, sem pressa financeira.

Quem são os cinco nomes citados para as duas vagas

A conta é simples e o desconforto vem daí: sobram dois lugares para cinco jogadores que aparecem em toda análise sobre o assunto.

Buddy Hield é o mais lembrado. Ele chegou em fevereiro, na troca que mandou Kristaps Porzingis para o Warriors e trouxe ele e Jonathan Kuminga, e perdeu função depois que Atlanta somou Lu Dort e Aaron Wiggins ao perímetro. São US$ 9,6 milhões para um papel que a rotação não tem.

Corey Kispert, que veio na troca de Trae Young, aparece pelo mesmo motivo: excesso de ala. Devin Carter foi escolha de loteria em 2024 e ainda não emplacou, entre lesões e irregularidade. Mouhamed Gueye fraturou o pé e vai passar meses fora, o que torna difícil justificar uma vaga para quem não vai jogar. E Ryan Nembhard, que ficou impedido de ser negociado até 19 de setembro, entra na conversa só agora.

Dispensar Hield custa dinheiro, e Atlanta pode pagar

Existem dois jeitos de tirar um contrato do elenco, e eles pesam de forma diferente no orçamento. Trocar empurra o salário para outro time. Dispensar mantém o valor na folha, a não ser que a franquia use o recurso de diluir o pagamento por mais temporadas, o chamado waive-and-stretch.

No caso de Hield, diluir os US$ 9,6 milhões espalharia a conta em vez de resolvê-la. E o Hawks não tem urgência para isso: está confortavelmente abaixo do imposto de luxo, o que significa que carregar o salário até o fim da temporada não gera multa. É a diferença entre um problema de caixa e um problema de vaga, e Atlanta só tem o segundo.

O elenco mudou quase inteiro em oito meses

O aperto é consequência direta de quanta gente entrou. Em janeiro, a franquia trocou Trae Young para o Wizards por CJ McCollum e Corey Kispert, encerrando quase oito temporadas do armador em Atlanta e entregando o time a Jalen Johnson. Em fevereiro veio a troca com Golden State. No draft, Kingston Flemings saiu na oitava escolha.

Deu certo em quadra: 46 vitórias e 36 derrotas, título da Divisão Sudeste e eliminação na primeira rodada para o Knicks, que viria a ser campeão. Jalen Johnson fechou a temporada com 23,8 pontos, 10,5 rebotes e 7,8 assistências por jogo, foi ao All-Star e entrou no terceiro time da All-NBA.

O que sobra agora é a parte chata de uma reformulação bem-sucedida: escolher quem não cabe. Atlanta tem até 29 de setembro para decidir, e o prazo é o único detalhe do caso que não admite negociação.

Leia também

Ver tudo sobre Negociações