Kawhi Leonard teria tido um segundo contrato de patrocínio não declarado, desta vez com a Daktronics, a fabricante do telão da arena do Clippers. A revelação é do jornalista Pablo Torre e amplia a investigação que a NBA toca há quase 11 meses, a mesma que mantém parada a troca dele com o Raptors.
- O acordo seria com a Daktronics, que construiu o telão de 3.530 metros quadrados do Intuit Dome.
- O valor não foi revelado. A reportagem fala em milhões de dólares.
- É o segundo caso: o primeiro foi de US$ 28 milhões com a Aspiration, em abril de 2022.
- A investigação corre desde setembro de 2025, tocada pelo escritório Wachtell, Lipton, Rosen & Katz.
- A troca com o Raptors segue congelada até a NBA concluir o caso.
O que a reportagem afirma
O caso foi revelado por Pablo Torre no podcast dele e repercutido pela ESPN e pela CBS Sports. A empresa em questão é a Daktronics, que fabricou o Halo Board, o telão circular de 3.530 metros quadrados que é o cartão de visita do Intuit Dome, arena do Clippers.
A acusação vem de uma fonte anônima descrita como funcionário graduado da arena. Segundo ela, o desenho não era comercial, era contábil. "Era 1.000% uma forma de driblar o teto salarial", disse. "O Clippers estava tecnicamente bancando aquilo. Era dinheiro saindo do Clippers, passando pela Daktronics e voltando para o Kawhi."
O detalhe que sustenta a suspeita é o que o jogador teria deixado de fazer: pela reportagem, ele nunca apareceu em nenhuma ação pública da marca. Patrocínio sem contrapartida visível é exatamente o padrão que a liga procura quando investiga pagamento disfarçado.
O que cada lado respondeu
Um porta-voz da Daktronics afirmou que o jogador não tem contrato ativo com a empresa hoje e não quis entrar em detalhes por causa da investigação em curso. Clippers e o jogador não deram resposta formal. O dono Steve Ballmer já havia negado envolvimento no caso anterior, dizendo que sua participação se limitou a uma apresentação inicial entre as partes.
Por que isso é o segundo caso, e não o primeiro
A investigação não nasceu agora. Ela começou em setembro de 2025, quando veio à tona um acordo de patrocínio de US$ 28 milhões entre o jogador e a Aspiration, empresa do setor ambiental que depois foi à falência. O ponto que ligou os dois nomes: em setembro de 2021, o Clippers havia assinado um contrato de US$ 300 milhões com a mesma Aspiration.
A apuração está nas mãos do escritório Wachtell, Lipton, Rosen & Katz e já dura quase 11 meses. Pela reportagem, a conclusão pode escorregar para 2027, porque o que a liga decidir ainda pode ir para arbitragem e para recurso.
O que o Clippers arrisca
As punições possíveis, segundo o que foi reportado, vão de suspensão do jogador à anulação do contrato e multas à franquia. O parâmetro histórico é o caso Joe Smith, de 1997, quando um acordo paralelo custou ao Timberwolves cinco escolhas de primeira rodada, a suspensão do dono e US$ 3,5 milhões em multas.
Vale a régua de sempre: nada disso é decisão da liga, é apuração jornalística e alegação de fonte não identificada. Até a NBA concluir, é acusação, não fato.
O efeito prático no mercado
Enquanto o caso não fecha, a troca com o Raptors não anda, e ela não trava só dois times. O Hoop78 já mapeou oito decisões da liga que dependem do desfecho dele e de LeBron James: quem espera espaço salarial, quem só assina depois de saber onde os dois param, e quem monta elenco no escuro. Cada semana de investigação é uma semana de mercado parado para muito mais gente do que parece.
O acompanhamento diário de tudo que está em aberto nesta janela fica nos rumores da NBA.
ESPN, CBS Sports



