Bennedict Mathurin fechou com o Pelicans por dois anos e US$ 16 milhões, com opção de jogador no segundo. O movimento estranho não é o valor, é o que veio antes: os representantes dele pediram ao Clippers que retirasse a qualifying offer de US$ 8,8 milhões, abrindo mão da rede de proteção para poder escolher onde jogar.
- Ele tem 24 anos e marcou 17,6 pontos por jogo em 54 partidas na última temporada.
- Dividiu o ano entre Pacers e Clippers, e pegou 5,4 rebotes por jogo.
- Na carreira são 16,2 pontos em 28,6 minutos ao longo de quatro temporadas.
- Com a oferta retirada, o Clippers perdeu o direito de cobrir qualquer proposta.
- A informação é de Shams Charania, da ESPN.
O que ele ganhou trocando de caminho
A escolha parece um recuo até alguém comparar o que estava garantido nas duas pontas, porque a diferença não está no salário anual.
| Caminho | Dinheiro garantido |
|---|---|
Qualifying offer uma temporada, preso à free agency restrita | US$ 8,8 mi 1 ano |
Contrato assinado duas temporadas, com saída na mão dele | US$ 16 mi 2 anos |
O garantido quase dobrou, de US$ 8,8 milhões para US$ 16 milhões, e o salário anual ficou praticamente igual, perto de US$ 8 milhões. O que mudou de verdade foi o controle: a opção do segundo ano é dele, então em 2027 ele decide se fica ou se testa o mercado sem restrição nenhuma.
Como funciona a trava que ele desarmou
Agente livre restrito é aquele cujo time antigo pode cobrir qualquer proposta que ele receba. Na prática, isso congela o mercado: nenhum rival gasta tempo negociando sabendo que o acordo pode ser anulado no fim. A qualifying offer é justamente o documento que dá esse direito ao time, e retirá-la significa abrir mão dele de vez.
Por que o Clippers concordou
Manter a qualifying offer só faz sentido para um time que pretende usar o direito de cobrir propostas. Los Angeles ficou sem espaço para bancar um contrato longo e passou o verão empurrando decisões, do mesmo jeito que o mercado inteiro travou os grandes nomes desta free agency. Retirar a oferta encerrou uma disputa que o time já não tinha como vencer.
Não é pouca coisa que o time deixou sair. Na estreia em casa pelo Clippers, em fevereiro, ele marcou 38 pontos, numa apresentação que a própria liga tratou como histórica. O problema em Los Angeles nunca foi o talento dele, foi a folha salarial.
O que o Pelicans leva
Nova Orleans ganha um ala de 24 anos que ataca o aro, cobra falta e já provou aguentar volume ofensivo em dois times diferentes no mesmo ano. Paga pouco por isso e assume o risco embutido: se ele repetir os 17,6 pontos, sai barato demais e vai embora em 2027; se não repetir, o contrato acaba sozinho.
É o tipo de acordo que só existe quando o jogador topa apostar em si mesmo. Mathurin apostou, e o preço da aposta foi sair da fila dos free agents encalhados antes que ela virasse temporada.



