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Quanto o Manchester City pagaria por uma franquia de NBA

A NBA pede de US$ 500 milhões a 1 bilhão por uma vaga na liga europeia que estreia em 2027. O Manchester City fatura isso em um ano só.

23 de setembro de 2026 4 min de leitura
Quanto o Manchester City pagaria por uma franquia de NBA
Foto: NBA
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Entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. É essa a faixa que a NBA pede por uma das 12 vagas permanentes da liga que vai estrear na Europa em outubro de 2027, e o Manchester City é um dos cinco candidatos. Para um time que vale US$ 8 bilhões, a conta é menor do que parece.

Direto ao ponto
  • As propostas fecharam em 30 de junho, com mais de 20 grupos em 12 cidades.
  • Em alguns mercados os lances passaram de US$ 1 bilhão, e Londres foi o mais disputado.
  • Las Vegas deve custar perto de US$ 9 bilhões como franquia de expansão.
  • Em 2008 o time inglês foi comprado por cerca de US$ 120 milhões.
  • Os donos anunciam as franquias europeias em ordem, a partir deste outono.

O preço de entrar na liga europeia, comparado ao resto

O número só ganha sentido ao lado do que se paga por propriedade esportiva de porte parecido, dentro e fora do basquete.

O que se compraValor
Lakers
venda a Iger e Kushner, 2026
US$ 12,5 bi
recorde do esporte americano
 
Las Vegas
taxa de expansão projetada
US$ 9,0 bi
time que ainda não existe
 
Manchester City
valor do time de futebol
US$ 8,0 bi
valia US$ 120 mi em 2008
 
Celtics
venda ao grupo de Bill Chisholm
US$ 6,3 bi
18 títulos no currículo
 
Timberwolves
venda a Marc Stad, 2026
US$ 4,5 bi
4ª maior avaliação da NBA
 
Franquia de Manchester
teto da faixa pedida na Europa
US$ 1,0 bi
vaga permanente, liga nova
 

A barra da franquia europeia é a menor do quadro por uma ordem de grandeza. Entrar em Manchester pelo teto da faixa custa US$ 1 bilhão, contra os US$ 9 bilhões que a liga projeta cobrar por uma franquia nova em Las Vegas. É a mesma marca, o mesmo escudo e o mesmo comissário, por um nono do preço.

O faturamento de um ano do City paga a franquia inteira

O Manchester City fechou o último balanço com US$ 895 milhões de receita: US$ 441 milhões de comercial, US$ 359 milhões de direitos de transmissão e US$ 96 milhões de bilheteria. Ou seja, o teto do lance europeu cabe dentro de um único exercício financeiro do time de futebol.

Também vale a comparação com a própria história recente do City. Os donos de Abu Dhabi compraram o time em 2008 por cerca de US$ 120 milhões, e hoje ele vale US$ 8 bilhões. A franquia de basquete custaria menos de um oitavo do que eles construíram em dezessete anos.

Por que a NBA quer justamente quem não tem basquete

Dos cinco candidatos à vaga de Manchester, quatro chegariam do zero no esporte, e isso não é acidente. A liga vem conversando com marcas de futebol de torcida global que ainda não tenham time de basquete, e o mesmo padrão aparece em Madri, Barcelona e Munique.

A lógica é de audiência, não de quadra. Um time que já joga basquete traz elenco, estrutura e torcida próprias, mas traz junto os compromissos com a liga nacional e com a EuroLeague. Uma marca de futebol traz o que a NBA não consegue comprar: milhões de seguidores que ainda não assistem a basquete.

Os outros quatro que disputam a mesma vaga

O City não está sozinho. Disputam a franquia de Manchester o Manchester United, a RedBird Capital, que investe no Liverpool, o fundo soberano da Arábia Saudita e o Manchester Basketball, único do grupo que já disputa a liga inglesa da modalidade.

É um retrato do que a NBA atraiu na Europa: duas marcas globais de futebol, dois bolsos institucionais e um time de basquete de verdade. Se o critério fosse quadra, a conta seria curta. Como o critério é alcance, os quatro que nunca botaram uma bola para quicar largam na frente.

O que o City ganharia, e o que estaria arriscando

Ganharia uma vaga permanente em uma liga de 16 times que não tem rebaixamento nas 12 posições compradas, com calendário próprio e a marca da NBA por trás. Em termos de ativo, é comprar barato algo que a liga pretende valorizar, exatamente como o desenho da liga europeia prevê.

O risco é que nada disso existe ainda. A EuroLeague ameaça ir à Justiça contra times que rompam contrato para entrar, e a liga nova estreia daqui a mais de um ano sem um único jogo disputado. US$ 1 bilhão é pouco perto de US$ 8 bilhões, mas é muito para um campeonato que até agora só tem cidade, formato e data.

Faixa de lances e estrutura da liga apuradas no NBA.com e na ESPN. Receita e avaliação do Manchester City conforme balanço do time e declaração do próprio presidente do grupo.

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