Quanto o Manchester City pagaria por uma franquia de NBA
A NBA pede de US$ 500 milhões a 1 bilhão por uma vaga na liga europeia que estreia em 2027. O Manchester City fatura isso em um ano só.
Entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. É essa a faixa que a NBA pede por uma das 12 vagas permanentes da liga que vai estrear na Europa em outubro de 2027, e o Manchester City é um dos cinco candidatos. Para um time que vale US$ 8 bilhões, a conta é menor do que parece.
- As propostas fecharam em 30 de junho, com mais de 20 grupos em 12 cidades.
- Em alguns mercados os lances passaram de US$ 1 bilhão, e Londres foi o mais disputado.
- Las Vegas deve custar perto de US$ 9 bilhões como franquia de expansão.
- Em 2008 o time inglês foi comprado por cerca de US$ 120 milhões.
- Os donos anunciam as franquias europeias em ordem, a partir deste outono.
O preço de entrar na liga europeia, comparado ao resto
O número só ganha sentido ao lado do que se paga por propriedade esportiva de porte parecido, dentro e fora do basquete.
| O que se compra | Valor |
|---|---|
Lakers venda a Iger e Kushner, 2026 | US$ 12,5 bi recorde do esporte americano |
Las Vegas taxa de expansão projetada | US$ 9,0 bi time que ainda não existe |
Manchester City valor do time de futebol | US$ 8,0 bi valia US$ 120 mi em 2008 |
Celtics venda ao grupo de Bill Chisholm | US$ 6,3 bi 18 títulos no currículo |
Timberwolves venda a Marc Stad, 2026 | US$ 4,5 bi 4ª maior avaliação da NBA |
Franquia de Manchester teto da faixa pedida na Europa | US$ 1,0 bi vaga permanente, liga nova |
A barra da franquia europeia é a menor do quadro por uma ordem de grandeza. Entrar em Manchester pelo teto da faixa custa US$ 1 bilhão, contra os US$ 9 bilhões que a liga projeta cobrar por uma franquia nova em Las Vegas. É a mesma marca, o mesmo escudo e o mesmo comissário, por um nono do preço.
O faturamento de um ano do City paga a franquia inteira
O Manchester City fechou o último balanço com US$ 895 milhões de receita: US$ 441 milhões de comercial, US$ 359 milhões de direitos de transmissão e US$ 96 milhões de bilheteria. Ou seja, o teto do lance europeu cabe dentro de um único exercício financeiro do time de futebol.
Também vale a comparação com a própria história recente do City. Os donos de Abu Dhabi compraram o time em 2008 por cerca de US$ 120 milhões, e hoje ele vale US$ 8 bilhões. A franquia de basquete custaria menos de um oitavo do que eles construíram em dezessete anos.
Por que a NBA quer justamente quem não tem basquete
Dos cinco candidatos à vaga de Manchester, quatro chegariam do zero no esporte, e isso não é acidente. A liga vem conversando com marcas de futebol de torcida global que ainda não tenham time de basquete, e o mesmo padrão aparece em Madri, Barcelona e Munique.
A lógica é de audiência, não de quadra. Um time que já joga basquete traz elenco, estrutura e torcida próprias, mas traz junto os compromissos com a liga nacional e com a EuroLeague. Uma marca de futebol traz o que a NBA não consegue comprar: milhões de seguidores que ainda não assistem a basquete.
Os outros quatro que disputam a mesma vaga
O City não está sozinho. Disputam a franquia de Manchester o Manchester United, a RedBird Capital, que investe no Liverpool, o fundo soberano da Arábia Saudita e o Manchester Basketball, único do grupo que já disputa a liga inglesa da modalidade.
É um retrato do que a NBA atraiu na Europa: duas marcas globais de futebol, dois bolsos institucionais e um time de basquete de verdade. Se o critério fosse quadra, a conta seria curta. Como o critério é alcance, os quatro que nunca botaram uma bola para quicar largam na frente.
O que o City ganharia, e o que estaria arriscando
Ganharia uma vaga permanente em uma liga de 16 times que não tem rebaixamento nas 12 posições compradas, com calendário próprio e a marca da NBA por trás. Em termos de ativo, é comprar barato algo que a liga pretende valorizar, exatamente como o desenho da liga europeia prevê.
O risco é que nada disso existe ainda. A EuroLeague ameaça ir à Justiça contra times que rompam contrato para entrar, e a liga nova estreia daqui a mais de um ano sem um único jogo disputado. US$ 1 bilhão é pouco perto de US$ 8 bilhões, mas é muito para um campeonato que até agora só tem cidade, formato e data.
Faixa de lances e estrutura da liga apuradas no NBA.com e na ESPN. Receita e avaliação do Manchester City conforme balanço do time e declaração do próprio presidente do grupo.








