Kevin Durant não fugiu da pergunta sobre quanto tempo ainda pretende jogar. Depois de ver Russell Westbrook encerrar a carreira, ele disse que se sente o próximo da fila e que a liga hoje é território de gente mais nova. Não marcou data, mas parou de tratar o assunto como distante.
- A conversa foi no Boardroom Talks, com Speedy Morman, nesta quinta-feira.
- Durant completa 38 anos em setembro e entra no vigésimo ano desde a estreia na NBA.
- Westbrook se aposentou este mês, depois de 18 temporadas na liga.
- Ele já definiu o que quer depois: ser gerente-geral da seleção dos Estados Unidos.
- Os dois foram companheiros no Thunder por oito temporadas, de 2008 a 2016.
O que ele disse
A frase que resume veio curta e sem rodeio. Durant se colocou na fila da saída, e não como quem ainda está longe dela.
Eu sou o próximo da fila. É um jogo de gente jovem. Mas eu coloquei tudo no jogo, e estou de boa com o que vier daqui pra frente. Vou continuar colocando tudo até não poder mais.
Ele contou que ainda se sente capaz de jogar, mas que passou a ouvir comentários sobre a idade com uma frequência nova. É o tipo de conversa que não existia dois anos atrás e que agora aparece toda semana, dentro e fora da quadra.
O gatilho foi o Westbrook
Não foi uma reflexão espontânea. A pergunta chegou porque um companheiro de oito temporadas no Thunder acabou de encerrar a própria carreira, e é difícil ver alguém da mesma turma sair sem calcular quanto sobra da sua.
Durant e Westbrook chegaram juntos ao auge em Oklahoma, dividiram uma final em 2012 e se separaram em 2016, quando um saiu para o Warriors e o outro ficou. A aposentadoria dele veio este mês, ao fim de 18 temporadas.
Ele já sabe o que quer fazer depois
A parte inédita da conversa não foi sobre o fim, e sim sobre o que vem em seguida. Durant disse que pretende seguir produzindo conteúdo e cultivando relações no meio, mas que existe um cargo específico na cabeça dele.
É a função de gerente-geral da seleção dos Estados Unidos, em alguma edição dos Jogos Olímpicos. Segundo ele, é um dos principais objetivos que tem, e quer exercer pelo menos uma vez. Não é um plano vago de pós-carreira: é um cargo com nome, escopo e calendário próprio.
Faz sentido para quem tem quatro medalhas de ouro olímpicas e virou o maior cestinha da história da seleção americana. A diferença é que montar elenco é outro ofício, e ninguém aprende arremessando. Enquanto isso não chega, ele segue jogando, respondendo a tudo e explicando foto de paparazzi no mesmo programa.



