O Lakers está sendo vendido de novo, e por um valor que nenhuma franquia esportiva americana já alcançou: US$ 12,5 bilhões. Josh Kushner e Bob Iger compram o time de Mark Walter, que pagou US$ 10 bilhões há 14 meses. O negócio ainda depende da aprovação do Board of Governors da NBA.
- Josh Kushner e Bob Iger acertaram a compra do Lakers por US$ 12,5 bilhões.
- É o maior valor já pago por uma franquia esportiva nos Estados Unidos.
- Mark Walter comprou o time há 14 meses, por US$ 10 bilhões.
- O negócio ainda precisa da aprovação do Board of Governors da NBA.
- Kushner tem parte minoritária do Heat, e a liga não deixa acumular dois times.
O recorde que durou 14 meses
A informação é da Ramona Shelburne, da ESPN. Kushner é fundador da Thrive Capital, com patrimônio estimado em US$ 5,2 bilhões. Iger comandou a Disney em dois períodos como presidente-executivo e hoje é consultor da própria Thrive. Nenhum dos dois vinha sendo apontado como comprador.
Walter, que também é dono do Dodgers, se despediu por escrito. "Ser dono do Los Angeles Lakers foi uma das grandes honras da minha vida, um investimento extraordinário, mas o que eu vou levar comigo é a comunidade, os torcedores e uma cidade que trata esse time como família", disse.
O detalhe que salta é o prazo. Walter comprou da família Buss em uma operação que a liga aprovou por unanimidade e que fechou em 30 de outubro de 2025. Quatorze meses depois, sai com uma diferença de US$ 2,5 bilhões. A escala fica clara quando o negócio entra na lista das maiores vendas do esporte americano, onde o Lakers agora ocupa o primeiro e o segundo lugar ao mesmo tempo.
O que 12,5 bilhões fazem com as outras 29
Uma venda dessas não fica contida no time vendido. Ela vira parâmetro. Na lista de valores de franquia da NBA que a CNBC publicou em fevereiro de 2026, o Lakers aparecia avaliado em US$ 10 bilhões, então o preço de agora está 25% acima da própria avaliação recente do time. Todo dono de franquia acabou de ganhar um argumento novo na mesa de negociação.
A curva de subida já vinha forte antes disso. Segundo a mesma lista da CNBC, o Warriors saiu de US$ 9,4 bilhões para US$ 10,8 bilhões em um ano, o Knicks pulou de US$ 7,5 bilhões para US$ 10,1 bilhões e o Lakers, de US$ 7 bilhões para US$ 10 bilhões. Três franquias passaram da marca de dez bilhões, e no ano anterior nenhuma delas estava lá.
O motor, na leitura de Michael Ozanian, repórter sênior de esportes da CNBC, não é só o tamanho do novo contrato de televisão. "Não é só o valor em dólares do novo contrato de TV, é o fato de eles estarem na NBC em vez da TNT", disse ele. "Você chega a muito mais residências. A gente viu uma alta grande na audiência dos jogos de temporada regular, e acho que boa parte disso vem do novo contrato de TV e dos canais em que eles estão."
Kushner tem um problema no Miami Heat
Antes de qualquer festa em Los Angeles, existe uma pendência de regulamento. Kushner é sócio minoritário do Heat, o time que acabou de montar elenco em volta do Giannis Antetokounmpo. A NBA não permite que a mesma pessoa tenha poder de decisão em duas franquias, então essa participação precisa ser resolvida para a compra andar. É o tipo de detalhe que não aparece na manchete e decide o calendário do negócio.
O que ainda não se sabe
Três pontos seguem em aberto, e são eles que importam para quem acompanha o time no dia a dia. O primeiro é a Jeanie Buss: depois da venda para Walter, ela continuou como governadora, com o acordo prevendo o cargo por pelo menos cinco anos após o fechamento. O que acontece com essa cláusula sob dono novo não foi divulgado.
O segundo é a fatia da família Buss, que ficou com mais de 15% do time e nunca deixou de ser sócia. O terceiro é o motivo da pressa, que ninguém explicou. Vale registrar, sem ligar uma coisa à outra, que investigadores federais apuram uma suposta fraude em seguros na TWG Global, empresa de Walter, o que ele nega. Nenhuma reportagem apresentou relação entre essa apuração e a decisão de vender.
Para a NBA, o número é o que fica. Uma liga em que três times valem mais de dez bilhões e em que o mais caro deles troca de mão com 25% de prêmio sobre a própria avaliação não é a mesma liga que negociava franquias por quatro bilhões há quatro anos. O efeito colateral chega na folha de pagamento, no preço do ingresso e na conta de quem pensa em comprar o time da sua cidade. Enquanto o mercado esportivo digere isso, o mercado de jogadores segue no ranking das contratações da offseason.
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