Tim Duncan é o maior jogador da história do Spurs, e a conta não é próxima: cinco títulos, dois prêmios de MVP e 26.496 pontos, recorde da franquia. Atrás dele vem uma disputa boa, porque o time de San Antonio tem mais história do que o troféu deixa ver.
- Duncan tem 5 títulos e o recorde de pontos da franquia, com 26.496.
- George Gervin fez 24.491 pontos e nunca ganhou um título.
- Ginóbili e Parker ganharam quatro títulos cada um.
- Wembanyama já entra em sétimo, com três temporadas de carreira.
- Tiago Splitter foi campeão por San Antonio em 2014.
Os 10 maiores
A ordem pesa título, prêmio individual e o que cada um significou para a franquia. Sob cada nome está o que ele produziu, e à direita o que conquistou ali. Toque num título para reordenar por pontos.
| # | Jogador e produção | Feitos em San Antonio |
|---|---|---|
1 | Tim Duncan 26.496 pontos em 1.392 jogos | 5 títulos, dois prêmios de MVP e maior pontuador da franquia, com 26.496 pontos |
2 | David Robinson 20.790 pontos em 987 jogos | 2 títulos e o prêmio de MVP em 1995 |
3 | Manu Ginóbili 14.043 pontos em 1.057 jogos | 4 títulos e o Sexto Homem do Ano em 2008 |
4 | Tony Parker 18.943 pontos em 1.198 jogos | 4 títulos e o MVP das finais de 2007 |
5 | George Gervin 24.491 pontos em 709 jogos | Quatro vezes cestinha da liga, e 24.491 pontos sem nunca ganhar um título |
6 | Kawhi Leonard 6.654 pontos em 407 jogos | O título de 2014 e o MVP daquela final |
7 | Victor Wembanyama 4.238 pontos em 181 jogos | A final de 2026 e o MVP da decisão do Oeste, em três temporadas |
8 | Sean Elliott 9.659 pontos em 669 jogos | O título de 1999, o primeiro da franquia |
9 | Alvin Robertson 6.287 pontos em 389 jogos | Melhor defensor da liga em 1986 |
10 | LaMarcus Aldridge 7.325 pontos em 376 jogos | Carregou o ataque no intervalo entre as duas eras vencedoras |
O trio que ganhou quatro
Duncan, Ginóbili e Parker jogaram juntos por 14 temporadas e ganharam quatro títulos, o que os torna o trio mais vitorioso da história da liga em tempo de convivência. Nenhum dos três foi escolha número 1 do draft, e Ginóbili saiu na posição 57, penúltima daquele ano.
A parte estranha é o quanto cada um abriu mão. Parker foi MVP das finais em 2007 e passou o resto da carreira dividindo bola. Ginóbili aceitou sair do banco por uma década inteira, e ganhou o prêmio de Sexto Homem em 2008 fazendo isso.
Gervin, o maior que nunca ganhou
Antes da dinastia, o Spurs teve George Gervin. Foram 24.491 pontos em 709 jogos, quatro vezes cestinha da liga, e nenhum título. Ele é o segundo maior pontuador da franquia com quase 700 jogos a menos que Duncan.
É o contraponto necessário a qualquer lista assim: ganhar título depende de mais gente, e Gervin nunca teve o time em volta.
O brasileiro campeão
Tiago Splitter não entra nesta lista por mérito, e forçar isso seria desrespeito com quem lê. Mas a história dele com San Antonio existe e é real: cinco temporadas, 311 jogos, 8,3 pontos e 5,3 rebotes por partida, e o título de 2014.
E há um detalhe que a torcida brasileira costuma esquecer: aquele foi o primeiro título de um brasileiro na NBA. Leandrinho Barbosa veio no ano seguinte, pelo Warriors, e Anderson Varejão em 2017. Splitter era o pivô reserva do elenco de San Antonio, numa função que a franquia sempre valorizou mais do que a estatística mostra.
Quem ficou de fora
Bruce Bowen tem a camisa aposentada pela franquia e três títulos, mas quase não pontuava, e uma lista de dez fica difícil para quem jogava só de um lado da quadra. Avery Johnson acertou o arremesso que decidiu o título de 1999. James Silas foi o melhor jogador do time nos anos da ABA.
Os três estão perto de entrar, e num ranking de doze estariam dentro.
O que vem agora
Wembanyama entra em sétimo com três temporadas jogadas, o que diz mais sobre o que ele já fez do que sobre a lista. Se a temporada 2026-27 confirmar o que o mercado projeta para ele, essa lista muda de ordem em poucos anos.
Vale ver também a maior lenda de cada uma das 30 franquias, onde o Spurs aparece com o nome que você já imagina.



