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Derrick Rose ainda quer ser campeão da NBA

Renato Campos
Renato Campos
22 de Abril

Ele foi a primeira escolha do Draft de 2008 pelo time de sua cidade natal, Chicago. Foi o calouro do ano e All-Star pelos três anos seguidos. Em 2011, ele se tornou o MVP mais jovem da história da NBA.

Em seu aparmento na "Lower Manhattan", Derrick Rose conta ao repórter Lonnae O'Neal exatamente quem é ele é. "Sou um verdadeiro introvertido," diz o jogador do Knicks de 28 anos de idade.

Escolhi a profissão que tenho hoje e não posso reclamar de nada. Sou abençoado por estar nesta posição, mas eu odeio a fama. Simplesmente não diz quem eu sou.

Nesta próxima offseason, Rose vai se tornar free-agent pela primeira vez em uma carreira marcada por lesões e recuperações de cirurgias. Ainda amado por muitos, a confiança de que o jogador ainda pode trilhar bons momentos na NBA perde forças até nos mais calorosos torcedores.

No último dia 2 de Abril, o Knicks anunciou que o jogador tinha um problema no menisco do seu joelho esquerdo e três dias depois Rose estava novamente se submetendo a uma cirurgia. Era a quarta, em apenas cinco anos.

Quando perguntado sobre seus últimos anos, Rose muito contemplativo diz que foi um período muito difícil em sua vida.

Eu precisava de um tempo para descobrir quem eu realmente era. E acho que minha família e meus amigos entenderam isto. Tenho 28 anos e me machuquei pela primeira vez quando tinha 23. Eu era muito novo para lidar com tudo aquilo.

No último mês de outubro, antes mesmo de usar a camisa do Knicks pela primeira vez em uma temporada regular, Rose se viu encarando um julgamento por ter sido acusado de estupro. Uma mulher de Los Angeles, a qual Rose teve um relacionamento não-exclusivo por anos, acusou o jogador e dois de seus amigos de infância, de drogá-la e estrupá-la dois anos antes. Ela buscava um acordo de mais de 20 milhões de dólares.

A mulher alegou que alguém colocou algo em sua bebida durante uma festa que Rose estava dando em Beverly Hills. Horas depois, os três homens teriam aparecido no seu apartamento onde tudo teria acontecido.

Rose encara o julgamento com uma enorme publicidade negativa para sua carreira, mas ele lutou pelo que era verdadeiro. "Eu sou um lutador. Não demonstro isto, mas sou um lutador."

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De volta à Chicago, mais exatamente em outubro de 2016 quando Michael Carter-Williams foi trocado pelo Bucks para o Bulls, o jogador teria escolhido a camisa de número 1, antigo número de Rose, para jogar em sua primeira temporada com o time. Uma série de reclamações de torcedores fez o jogador mudar de ideia algumas horas depois. Em fevereiro, outro novo jogador do Bulls precisou desistir do antigo número de Rose, e se desculpou, após novas reclamações. Pessoas relacionadas ao basquete em Chicago se mostraram divididas. Em um artigo entitulado "Libertem-se de Derrick Rose," o jornalista Tim Baffoe escreveu:

Fazer o número da camisa de Derrick Rose - o qual ele nem usa em Nova Iorque - como intocável, coloca em um pedestal uma carreira que não trouxe à Chicago muita honra, o que deveria ser reservado para melhores jogadores e melhores homens. Tim Baffoe

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Quando Rose foi trocado para o Knicks, time que ele ambiciosamente chamou de "Super Time", ele esperava que Nova Iorque lhe desse um novo começo. De certa forma, Rose tinha razão, mas as coisas não foram muito diferentes.

No início de Janeiro, Rose não apareceu para um jogo no Madison Square Garden contra o New Orleans Pelicans e falhou feio em não dizer o porque para ninguém do Knicks. Após o fato, o jogador disse que precisou pegar um voo para Chicago para atender sua mãe em uma situação urgente envolvendo seus familiares. Ele se desculpou a diretoria e seus companheiros de time com o discurso de que a família precisa vir antes de tudo.

Para deixar o assunto pra trás, Rose sabia o que precisava fazer. Em sua primeira partida após o sumiço, o jogador marcou 25 pontos contra o Sixers.

Eu acredito que jogue melhor quando estou sendo pressionado. Jogo melhor em momentos mais decisivos. É assim que acredito que sou.

Depois de perder mais de 200 jogos em sua carreira, Rose acredita ser um jogador melhor e que precisa de uma nova oportunidade.

Quando entro em quadra, o técnico ainda tem um plano de jogo pra mim. Continuo sendo uma ameaça para os adversários. Então qualquer time que se interessar por mim, vai poder perceber isto quando estiver jogando.

Antes de se machucar pela última vez, Rose tinha médias de 18 pontos, 4.4 assistências e 3.8 rebotes por partida. De qualquer forma, o Knicks acabou falhando no objetivo de chegar aos playoffs e não vive um clima nada bom dentro e fora de quadra. O presidente do time Phil Jackson foi criticado por participar demais das decisões técnicas e pela sua problemática relação com Carmelo Anthony. Em fevereiro, o dono da franquia James Dolan expulsou o ex-jogador do time Charles Oakley, em uma das cenas mais bizarras já vistas na liga, por ter simplesmente criticado a forma como as coisas estavam sendo decididas por lá.

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Com tudo isto, sentando em sua sala, Rose pensa sobre o futuro.

Eu adoraria continuar com o Knicks, amo meus companheiros, meus treinadores e toda diretoria. Mas esta será a primeira vez que vou me tornar um free-agent, então eu preciso avaliar o que será melhor pra mim e analisar como tudo isto funciona.

Para Rose, seus objetivos não se tratam de melhorar suas estatísticas ou ter um salário máximo. O que ele mais quer é jogar e estar em paz com ele mesmo. E o mais importante de tudo, Rose ainda quer ser um vencedor.

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