DeMar DeRozan chegou ao Nuggets como reserva, e isso ameaça uma das marcas mais silenciosas da NBA. São 1.250 jogos seguidos como titular, contando temporada regular e playoffs, sequência que ele carrega desde a segunda temporada de carreira e que deve morrer em Denver.
- A sequência é a oitava mais longa da NBA desde 1970, segundo levantamento da Sports Illustrated.
- Ele assinou por um ano e US$ 3,88 milhões, valor de mínimo de veterano, aos 37 anos.
- Na temporada passada pelo Kings, foram 18,4 pontos em 77 jogos, com 49,7% de aproveitamento.
- O Nuggets teve a 21ª defesa da liga em 2025-26, o que pesa contra escalá-lo entre os titulares.
O quinteto que Denver já tem pronto
O problema do DeRozan não é desempenho, é fila. O time que quase não mudou na frente não tem vaga óbvia para ele, e a projeção mais repetida põe o veterano comandando a segunda unidade, onde o encaixe é melhor e a defesa dói menos.
| Unidade | Quem joga |
|---|---|
| Titulares | Jamal Murray, Christian Braun, Cameron Johnson, Aaron Gordon e Nikola Jokic |
| Banco | Tyus Jones, Julian Strawther, DeMar DeRozan, Spencer Jones e Marvin Bagley III |
É um banco melhor do que o do ano passado, e essa era a intenção da diretoria quando escolheu gastar a última ficha num veterano de mínimo em vez de tentar um titular. O detalhe é que o veterano em questão nunca ocupou esse lugar.
Dezessete temporadas sem sair do quinteto
A sequência começou na segunda temporada dele, ainda no Raptors, e atravessou passagens por Spurs, Bulls, Kings e agora Denver. São 1.250 partidas em que o técnico da vez escreveu o nome dele entre os cinco primeiros, o que exige duas coisas raras ao mesmo tempo: saúde e utilidade.
Por isso a marca é tão pouco comentada. Ela não gera destaque, só aparece quando termina, e essa é a diferença entre o recorde de titularidade e qualquer outro: ninguém percebe o dia em que ele acaba, exceto quem contava.
O que ele ainda entrega
Vale lembrar que não se trata de um jogador acabado. Em 2025-26, DeRozan somou 18,4 pontos por jogo em 31,2 minutos, com 4,1 assistências e quase 50% nos arremessos de quadra, jogando 77 das 82 partidas do Kings. Números de titular em quase todo elenco da liga.
Só que ele chegou justamente ao time onde o quinteto está fechado e onde o pivô é o melhor jogador do mundo distribuindo bola. Aceitar o banco em Denver é escolha de calendário, não de currículo: aos 37 anos, um ano de mínimo num time que disputa título vale mais do que a titularidade num que não disputa.
Se a conta terminar como se projeta, a sequência para em 1.250. É um número que ninguém vai comemorar quando cair, e que vai levar dezessete temporadas para alguém tentar de novo.



