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YouTube pode virar a casa dos jogos locais da NBA

Hoop78 24 de Agosto de 2026

O YouTube negocia com a NBA para reunir num só lugar as transmissões locais de quase toda a liga. A conversa está avançada e a NBA quer cerca de US$ 1,2 bilhão para entregar 29 dos 30 times. Se sair, o pacote começa na temporada 2027-28.

Direto ao ponto
  • A informação é do Sports Business Journal, que apurou as conversas entre a liga e o YouTube.
  • No primeiro ano entrariam pelo menos 25 times, e os demais chegariam em ondas.
  • O Raptors fica fora por causa do contrato que o time tem com a Rogers, no Canadá.
  • O DAZN aparece como alternativa caso o acordo com o YouTube não se feche.

O que exatamente está à venda

Não é o pacote nacional, aquele dos jogos que passam para o país inteiro. É o direito local, o que cada time vende na própria região e que por décadas ficou nas mãos das redes regionais de esporte. A NBA quer tirar isso de trinta contratos separados e transformar em um só produto.

O desenho seria um hub dentro do YouTube, com o jogo do time da sua região. A liga receberia o valor cheio e repassaria a cada time conforme o tamanho do mercado, o que significa que Lakers e Knicks levariam mais que Grizzlies e Pelicans.

O tamanho do dinheiro

Para saber se US$ 1,2 bilhão é muito ou pouco, o único parâmetro honesto é o que a liga já recebe pelo pacote nacional, assinado com Disney, NBC e Amazon.

PacoteValor por ano
Nacional
Disney, NBC e Amazon, contrato de 11 anos
US$ 7,0 bi
em vigor até 2035-36
 
Local
o que a liga pede ao YouTube por 29 times
US$ 1,2 bi
começaria em 2027-28
 

O pedido local vale cerca de 17% do que o nacional paga por ano. Parece pouco perto dos US$ 7 bilhões, mas é dinheiro que hoje chega picado, contrato por contrato, em um mercado de redes regionais que vem encolhendo há anos. Trocar trinta negociações frágeis por uma só, com um comprador global, é o ponto da operação.

Quem fica de fora

O Raptors é o único que já está descartado, porque os direitos dele no Canadá pertencem à Rogers, dona do time. Sobram 29, e nem todos entrariam juntos: a projeção é de pelo menos 25 no primeiro ano.

Lakers e Knicks, os dois maiores mercados da liga, aparecem como indefinidos nas conversas. Faz sentido: quem tem o contrato local mais valioso é quem menos precisa de um pacote coletivo, e quem mais tem a perder se o rateio por mercado não agradar.

Reunir tudo num lugar não simplifica nada

Aqui mora a ironia da operação. A promessa de juntar os jogos locais soa como fim da bagunça, mas o torcedor americano continuaria colecionando assinaturas, porque o pacote nacional está espalhado por três empresas diferentes.

Onde assinarO que passa lá
Hub novo, YouTube ou DAZNOs jogos do time da sua região
NBA League PassOs jogos de fora do seu mercado
ESPNParte do pacote nacional
Amazon Prime VideoParte do pacote nacional
PeacockParte do pacote nacional

São cinco portas para assistir a um campeonato só, e a conta do torcedor sobe a cada uma delas. O que a NBA está resolvendo é o próprio problema de arrecadação, não o de quem senta no sofá.

O que muda para quem assiste do Brasil

Nada, pelo menos por enquanto. O pacote em negociação trata de direitos locais dentro dos Estados Unidos, aquilo que hoje passa nas redes regionais americanas. Quem acompanha a liga daqui continua dependendo do League Pass e dos canais que compram a NBA no Brasil, e essa é outra mesa de negociação.

O que interessa ao torcedor brasileiro é o precedente. Se a maior liga de basquete do mundo aceitar entregar as transmissões locais a uma plataforma de vídeo, o caminho fica aberto para o resto do esporte fazer o mesmo, aqui inclusive.

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