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Timberwolves fecha com Kuminga por 2 anos e 13 milhões

Hoop78 26 de Agosto de 2026

O Timberwolves fechou com Jonathan Kuminga por dois anos e US$ 13 milhões, segundo a ESPN. É o desfecho mais barato possível de uma novela que começou com o jogador pedindo mais de US$ 20 milhões por temporada. Ele aceitou menos de um terço disso para jogar em Minnesota.

Direto ao ponto
  • Nos playoffs de 2025, contra o próprio Timberwolves, fez 20,8 pontos com 54,3% de aproveitamento.
  • Ganhou US$ 22,5 milhões na 2025-26, mais que o triplo do novo salário anual.
  • Atlanta abriu mão de uma opção de time de US$ 24,3 milhões e o perdeu de graça.
  • Pelo Hawks, em 16 jogos, marcou 12,3 pontos e pegou 5,3 rebotes.
  • Minnesota fechou a 2025-26 em 49-33, a quinta campanha vencedora seguida.

A conta encolheu três vezes

Para medir o tamanho do tombo, o caminho é olhar em sequência o que Kuminga recebia, o que ele quase recebeu e o que vai receber agora.

EtapaSalário por temporada
2025-26
último ano do contrato assinado no Warriors
US$ 22,5 mi
salário pago
 
2026-27
opção de time que o Hawks recusou
US$ 24,3 mi
nunca exercida
 
Timberwolves
média anual dos dois anos assinados
US$ 6,5 mi
US$ 13 mi no total
 

São US$ 17,8 milhões a menos por ano do que a opção que Atlanta jogou fora e menos de 30% do que ele embolsou na temporada passada. O contrato inteiro, somados os dois anos, é menor que o salário de um único ano em qualquer das duas etapas anteriores. Aos 23 anos, escolhido em sétimo no draft de 2021, Kuminga trocou o cheque pelos minutos.

O time que ele castigou nos playoffs

Existe uma ironia grossa no destino. A última vez que Kuminga jogou basquete inegociável foi justamente contra Minnesota, na série de 2025, quando o Warriors perdeu Stephen Curry na abertura e ele virou a primeira opção ofensiva por obrigação. Foram 20,8 pontos por jogo e mais da metade dos arremessos de quadra convertidos, incluindo uma noite de 30 pontos no Chase Center.

Quem estava do outro lado da quadra naquele mês é quem assina o contrato agora. A comissão técnica de Minnesota viu de perto o problema que Kuminga cria quando ataca a cesta com espaço, e o time gastou 15 meses até conseguir contratar exatamente esse problema por preço de reserva.

Como o preço despencou até aqui

A queda não foi acidente de última hora, foi o acúmulo de portas que fecharam. O Hawks abriu mão da opção de US$ 24,3 milhões e ele virou agente livre irrestrito, com a expectativa de assinar por mais de US$ 15 milhões por temporada. Nada disso apareceu.

O Lakers ofereceu, ouviu não e seguiu a vida contratando Quentin Grimes, Collin Sexton e Sandro Mamukelashvili. O Cavaliers desistiu e foi buscar Peyton Watson numa troca. Em duas semanas, os dois finalistas evaporaram, e o que sobrou da disputa foi o time que sempre teve o menor cofre. O impasse com três pretendentes terminou com o único deles que não precisou de sign-and-trade nenhum: com valor nesse patamar, Minnesota assina direto.

Onde ele encaixa no elenco

O Timberwolves é outro time em relação ao que chegou a duas finais de conferência seguidas. Julius Randle e Naz Reid saíram, LaMelo Ball chegou numa troca de quatro times ao lado de Anthony Edwards, e a rotação de ala-pivô ficou fina atrás de Jaden McDaniels. Kuminga preenche esse buraco por um salário que, em Minnesota, não atrapalha planejamento nenhum.

O risco é conhecido e ele mesmo já apresentou em duas franquias: o jogador quer bola, e time que disputa o Oeste distribui bola por hierarquia, não por currículo. A diferença é que agora ele tem dois anos e um contrato pequeno para provar o ponto, e não uma opção de US$ 24 milhões protegendo o erro. Do lado de uma diretoria que acabou de trocar de dono, contratar talento com desconto é o tipo de aposta que não custa nada errar.

Kuminga passou o verão inteiro tentando provar que valia US$ 20 milhões e terminou assinando pela franquia que mais sofreu com ele em quadra. Se render em Minnesota o que rendeu contra Minnesota, os dois anos serão o melhor negócio da free agency de 2026. Se não, foi só mais um agente livre que esperou demais e assinou onde ainda tinha vaga.

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