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Quem é Josh Kushner, o futuro dono do Lakers

Hoop78 12 de Agosto de 2026

O bilionário que está comprando o Lakers é Josh Kushner, 41 anos, dono da Thrive Capital e investidor de tecnologia. Ele fecha a compra ao lado de Bob Iger, o ex-presidente-executivo da Disney. Dos dois, Kushner é quem tem o dinheiro: a Forbes estima o patrimônio dele em US$ 5,2 bilhões.

Resumo rápido
  • Josh Kushner tem 41 anos e patrimônio estimado pela Forbes em US$ 5,2 bilhões.
  • Fundou a Thrive Capital aos 24 anos, em 2009, e investiu cedo em OpenAI e Instagram.
  • É o terceiro time da NBA dele: teve Grizzlies, tem Heat e agora compra o Lakers.
  • Bob Iger comandou a Disney de 2005 a 2020 e de 2022 até 2026.
  • A compra ainda depende da aprovação do Board of Governors da NBA.

Quem é Josh Kushner

Ele nasceu em 12 de junho de 1985, em Livingston, no estado de Nova Jersey. Formou-se em Harvard em 2008 e voltou para lá pelo MBA, concluído em 2011. Entre uma coisa e outra, em 2009, com 24 anos, abriu a própria gestora de investimentos, a Thrive Capital. É de lá que vem quase todo o patrimônio dele.

A Thrive acertou em dois lugares que definiram a década. Foi a segunda maior investidora na rodada de série B do Instagram, antes de a rede ser comprada pelo Facebook, e entrou cedo na OpenAI, dona do ChatGPT. Em 2012, Kushner ainda cofundou a Oscar Health, uma seguradora de saúde montada como empresa de tecnologia, onde é vice-presidente do conselho. Quando a Oscar abriu capital em 2021, a fatia da Thrive valia US$ 1,21 bilhão.

Fora dos negócios, ele é casado desde 2018 com a modelo Karlie Kloss, com quem tem três filhos, e é o irmão mais novo de Jared Kushner, que foi assessor sênior da Casa Branca no primeiro governo de Donald Trump.

Do primeiro cheque ao Lakers
2009
Funda a Thrive Capital, aos 24 anos.
2012
Cofunda a Oscar Health, seguradora de saúde tocada como empresa de tecnologia.
2019
Compra 2,5% do Grizzlies, a primeira fatia dele num time da NBA.
2021
A Oscar Health abre capital, e a fatia da Thrive vale US$ 1,21 bilhão.
2024
Vende a parte do Grizzlies e compra participação no Heat.
2026
Acerta a compra do Lakers, com Bob Iger, por US$ 12,5 bilhões.

A escalada na NBA foi em três degraus

A linha do tempo mostra um padrão, e não uma estreia. Kushner não apareceu do nada com um cheque de doze bilhões: ele entrou pela porta pequena em 2019, com 2,5% do Grizzlies, trocou por uma participação no Heat em 2024, e agora compra a franquia mais cara do esporte americano. Cada degrau foi maior que o anterior.

E é justamente o degrau do meio que vira problema agora. A NBA não deixa a mesma pessoa ter poder de decisão em duas franquias, então a participação no Heat precisa ser resolvida antes de a compra do Lakers andar. Ele já fez esse movimento uma vez, ao sair do Grizzlies para entrar no Heat, então o caminho é conhecido.

E o Bob Iger nessa história

Iger é o nome que o público reconhece e o menor dos dois bolsos. Ele comandou a Disney como presidente-executivo de 2005 a 2020, saiu, voltou ao cargo em novembro de 2022 para substituir o próprio sucessor, e deixou a cadeira em 2026. Hoje é consultor da Thrive, a gestora do Kushner, o que explica como os dois chegaram juntos a essa mesa.

A divisão de papéis é a leitura mais provável: Kushner traz o capital e a estrutura de investimento, Iger traz três décadas administrando marca global, direitos de transmissão e negociação de conteúdo. Para um time que vale doze bilhões e vive tanto de televisão quanto de basquete, é uma combinação que faz sentido no papel.

O que ainda precisa acontecer

Nada disso é definitivo enquanto o Board of Governors da NBA não votar, ainda que a reportagem que revelou o acordo trate a aprovação como formalidade. Some a isso a pendência do Heat e o silêncio sobre o futuro de Jeanie Buss, que seguia como governadora do time. Os detalhes de como fica a estrutura de comando não foram divulgados.

O que já dá para dizer é o tipo de dono que o Lakers está recebendo. Não é o herdeiro de uma fortuna do petróleo nem o empresário local que cresceu junto com a cidade, que é o perfil clássico de proprietário na NBA. É um investidor de tecnologia de 41 anos que ganhou dinheiro apostando cedo em empresas que quase ninguém entendia na época, e que trata franquia esportiva como mais uma posição numa carteira que já teve Instagram e OpenAI. Se isso é bom ou ruim para o torcedor, a temporada dirá. O impacto disso no resto da liga está no recorde que essa venda estabeleceu.

ESPN

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