O Raptors marcou para 10 de janeiro a cerimônia que leva a camisa 7 de Kyle Lowry ao teto do Scotiabank Arena, logo depois do jogo contra o 76ers de LeBron James. Lowry vira o segundo jogador com número aposentado na história da franquia, ao lado do 15 de Vince Carter.
- O fim de semana começa em 7 de janeiro, contra o Timberwolves, com camiseta de brinde.
- Em 8 de janeiro, contra o Jazz, o time distribui um boneco do Lowry.
- Ele se aposentou em 7 de julho, assinando um contrato de um dia com o Raptors.
- São 601 partidas pela franquia, com médias de 17,5 pontos e 7,1 assistências.
- Lowry é o líder histórico do time em assistências, roubos e bolas de três.
Um fim de semana inteiro, não uma noite
A franquia não tratou a data como um evento avulso. Montou três jogos em quatro dias em torno da homenagem, com brinde em cada um, e deixou a subida da camisa para o domingo, quando a casa costuma encher.
A despedida já tinha sido em julho
O anúncio de agora fecha um movimento que começou no meio do ano, quando Lowry voltou a Toronto para encerrar a carreira com o uniforme que quis vestir no fim.
O contrato de um dia é simbólico e não vale nada em quadra, mas resolve uma pendência de biografia: Lowry passou pelo Heat e pelo 76ers depois de sair, e nenhuma das duas passagens define a carreira dele.
O tamanho do 7 na franquia
Toronto agora tem dois números no teto, e a comparação entre os dois donos explica por que a franquia demorou a escolher o segundo.
| Jogador | Jogos pela franquia |
|---|---|
Kyle Lowry, camisa 7 nove temporadas, campeão em 2019 | 601 17,5 pontos por jogo |
Vince Carter, camisa 15 sete temporadas, saiu em 2004-05 | 403 23,4 pontos por jogo |
Carter marcou seis pontos a mais por noite e virou o rosto do time em sete temporadas. Lowry ficou quase 200 jogos a mais, entregou 4.277 assistências, o recorde da franquia, e trouxe o único título. Em 2024, o próprio Carter disse quem deveria ser o próximo número no teto, e a resposta chegou agora.
A outra camisa 7 da semana
Por coincidência de calendário, outro número 7 apareceu na conversa no mesmo dia, e esse veio com desconforto embutido. Brad Stevens falou no Cape Cod Speaker Series sobre a decisão de trocar Jaylen Brown.
Ou a gente passa por esse processo longo e desgastante e no fim decide trocar o Jaylen, cujo número provavelmente vai subir para o teto em Boston. Nada divertido.
Stevens admitiu que não tem dormido bem desde então, e emendou que decisões assim vêm junto com o cargo. Brown passou dez temporadas em Boston, foi campeão e MVP das finais em 2024, e o Celtics já tem 24 números aposentados, o recorde da liga.
São dois caminhos opostos para o mesmo número. Um sai pela porta da frente, com boneco de brinde e fim de semana temático. O outro sai por uma troca que o próprio dirigente chama de nada divertida, e vai voltar anos depois para ser aplaudido pela mesma torcida que ficou sem entender a saída.



